domingo, 5 de agosto de 2012

O Homem - Pregação domingo à noite - Igreja Bola de Neve Niterói (05/08/12)


“Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”. Gen 1:26 

1-    O que é o homem? Quem somos nós?

2-    “Se um pássaro não soubesse que ele é um pássaro, ele nunca tentaria voar”.

3-    Se não soubermos com clareza quem somos, não conseguiremos desenvolver nossas potencialidades e cumprir com o plano de Deus para nossas vidas.

4-    Hoje, as crianças aprendem que o homem é um zoon logikon, um “animal racional”, ou que o homem veio do macaco.

5-    Crítica ao darwinismo e divulgação do DVD sobre o tema.

6-    O homem é muito mais do que isso, pois a Bíblia nos ensina que o homem também é um ser espiritual (psuchikos).

7-    Só existe um ser que tem autoridade para dizer o que é o homem: aquele que o criou.

8-    Quem criou o homem foi Yehovah, ou seja, “aquele que existe”, “aquele que é”, “aquele que concede o fôlego de vida” (chavah).

9-    Yehovah é ‘Elohiym, ou seja, Deus, “o touro que conduz”, “aquele que está ligado conosco por meio de uma aliança” (‘alah).

10-                      O que o Deus Eterno diz sobre o homem?

11-                      Deus criou o homem do “pó da terra” (Gênesis 2.7), em hebraico, ‘aphar min ha ‘adamah.

12-                      O curioso é que a palavra hebraica para “pó” (‘aphar) é quase o mesmo termo para “liderar” ou “pulverizar” (‘ophereth).

13-                      Ou seja, Deus criou o homem do pó da terra para que este liderasse nosso planeta e pulverizasse o poder do inimigo que aqui já estava desde o princípio (tohu va bohu, “autoridades do caos”; choshek, “trevas”; tehom, “abismo”), tanto na terra como nos céus.

14-                      É por isso que Deus diz que o homem deveria “dominar” (radah) sobre o mar, a terra e o céu (Gênesis 1.26).

15-                      O homem é o único ser que tem acesso tanto à terra como ao céu, pois, embora feito do pó da terra, foi formado por uma porção do céu (shamaiym), já que Deus soprou (naphach) do fôlego (neshamah) de vida (chai), que só Yehovah pode conceder.

16-                      O homem é capaz de fazer a ponte entre o céu e a terra. É por isso que satanás depende do homem para exercer seu domínio sobre a terra.

17-                      É por isso que o Salmo também diz que “os céus são do Senhor, mas a terra, Deus deu aos homens” (Salmo 115.16).

18-                      A palavra dominar é radah, cuja raiz rad (Dr) significa “espalhar” ou “o homem através da porta”.

19-                      O homem foi criado na terra para ser preparado para conquistar o céu.

20-                      Ou seja, para liderar plenamente, o homem deve passar através da porta.

21-                      Como se abre a porta? Onde está essa porta?

22-                      A porta somente pode ser aberta com uma grande liberação de energia, o que só é possível através de um sacrifício.

23-                      Jesus, com seu sacrifício, abriu a porta, pois rasgou (schizo) os céus e rompeu o véu que nos separava de Deus.

24-                      O próprio Jesus é a porta, pois ele mesmo disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo. Entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10.9).

25-                      Todavia, para entrarmos pela porta e conquistarmos o céu (shamaiym), devemos ter em nós o fogo (‘esh) e a água (maiym), ou seja, a água e o Espírito.

26-                      Jesus disse: “Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (João 3.5)    

27-                      Deus criou o homem para dominar, primeiro a terra, depois os céus.

28-                      Deus cria o homem para derrotar todos os seres angelicais que se rebelaram contra o Senhor.

29-                      Satanás, sabendo disso, monta um plano para derrotar o homem, pois sabia que este iria pulverizar o exército do mal.

30-                      Voltemos, por enquanto, ao homem.

31-                      O homem é o ‘adam, ou seja, o “terroso” (‘adamah), o vermelho (‘edom) ou “aquele cuja força vem do sangue” (dam).

32-                      O que sustenta nosso corpo carnal é o sangue, pois leva os nutrientes e o oxigênio às células, e também recolhe as impurezas.

33-                      Mas o que sustenta nosso corpo espiritual também é o sangue, pois a alma está no sangue (Levítico 17.11 e 17.12). Mas não o nosso sangue.

34-                      A palavra ‘adam (homem) é a raiz da palavra ‘odam (sárdio), que é a pedra preciosa vermelha que ficava no peitoril do sumo sacerdote e que representa a tribo de Rubem (re’uben), que, em hebraico, significa “veja, um filho”.

35-                      Ou seja, o homem (‘adam) é sustentado pelo sangue do filho de Deus, que é vermelho e precioso como o sárdio (‘odam) e representa “o filho” (ben).

36-                      Nosso sangue não tem poder para nos dar a vida eterna. Somente o sangue de Cristo!


37-                      “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pedro 1.18-19).

38-                      O sangue de Cristo também nos alimenta, oxigena e retira nossas impurezas.


39-                      O homem (‘adam) é, portanto, aquele cuja força vem do sangue de Cristo, pois ele é o “cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8).

40-                      Agora, há um mistério nessa força que vem do sangue.

41-                      Quando uma pessoa morre, toda essa energia que está no sangue é liberada, e pode ser utilizada para uma determinada finalidade.

42-                      É por isso que os sacrifícios mais fortes no satanismo são sacrifícios humanos.

43-                      O poder que sai de uma vida, jovem e saudável, que tem seu sangue derramado, é suficiente para romper as fronteiras entre as diferentes dimensões espirituais.

44-                         Chris Thomas, um escritor inglês, defende que o poder de uma alma humana é suficiente para romper 50 dimensões.

45-                      A Bíblia fala sobre diversas sãs dimensões, como o inferno, a terra e os três céus (2 Coríntios 12.2).

46-                      Todavia, entre esses três céus há vários níveis intermediários, cada um, habitado por uma classe de anjos ou de demônios.

47-                      Assim, os satanistas utilizam o sacrifício humano como uma forma de liberar uma energia suficiente para abrir caminho entre as dimensões e estabelecer conexões com entidades malignas que habitam em outras dimensões.

48-                      Todavia, Jesus, com seu sacrifício na cruz, liberou tanto poder que a terra foi abalada, o véu do templo se rompeu e o céu se rasgou (Mateus 27.51), abrindo, assim, um caminho para que o Reino dos Céus, a Jerusalém Celestial, pudesse ser trazida para a Terra.

49-                      Esta é uma tarefa que cabe a cada um de nós, pois fomos feitos “filhos de Deus” (João 1.12).

50-                      Filho, em hebraico, é ben (Nb), que significa “aquele que dá continuidade à casa”, ou “construtor (boneh).  

51-                      O verdadeiro filho de Deus participa da construção do reino de Deus na Terra.

52-                      Devemos estar engajados na construção do Reino de Deus, lutando no exército de Cristo. Do contrário, não participaremos dos despojos da guerra, que é a vida eterna.  

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Juízes – Aula 03


Juízes – Aula 03

I - O povo se esquece do Senhor. Deus levanta o primeiro juiz (Juízes 3.7-11)

1-    Jz. 3.7. Esqueceu (Hb. Shakach). “Espinho” + “palma da mão” = “proteção que cobre” (Kx). Quando nos lembramos de Deus, somos especiais, estamos de baixo de uma cerca de espinhos que nos protege. Quando nos esquecemos de Deus, nos tornamos como a multidão (sak) e ficamos cobertos (masak) por espinhos (coroa de espinhos).
2-    Relacionado ao inglês shack, “cabana”.

II – Otoniel, sobrinho de Calebe, se torna o primeiro Juiz (Juízes 3.7-11)

3-    O povo se entregou a Baal e Asera (Jz 3.7)
4-    Ba’al procede de ‘al (lo) cujo sentido é o jugo que prende o servo ao seu mestre.
5-    Asera, da raiz shar (Rs) esposa de Baal, é uma das divindades mais poderosas que existe, porque prende a mente (Rs) e amarra as vidas com cordas (shor).
6-    Era conhecida como Qodesh (santidade), diretamente relacionada com a Atenas Partenos e com “Nossa Senhora”.
7-    Por ter abandonado a Deus, o Senhor deixa que sejam conquistados por Cusã-Risataim, ou seja, “Escuridão duplamente maligna”.
8-    O povo clama, e Deus envia Otoniel, filho de Quenaz (“leão de Deus, filho do caçador” ou “força de Deus”) para libertá-los.
9-    Deus encheu Otoniel do Espírito e deu-lhe forças para vencer aquelas “trevas duplamente malignas”.
10-                     Deus nos enche do Espírito com uma finalidade: derrotar as trevas.

III – O povo peca novamente. Deus levanta Eúde para derrotar Eglom (Juízes 3.12-30)

11 – “Tornaram” (Hb. Yosiphu), vem de yasaph, “adicionar”. Ou seja, nessa segunda vez, eles pecaram ainda mais do que na primeira, e foram, agora, dominados por dezoito anos, e não por oito.

12 – Eglom (“redondo”, de ‘agol), rei dos Moabitas, era um ‘iysh bariy’ me’odh, ou seja, um “homem muito gordo”. Gordo é bariy, ou seja, ele precisava fazer uma cirurgia bariátrica (do grego baros, “peso”, e barys, “pesado”).

13 – Eglom engordava sugando as energias do povo de Deus, como uma sanguessuga ou um vampiro espiritual. É isso que acontece quando nos afastamos do caminho do Senhor.


14 – Deus levanta Eúde para acabar com aquele domínio.

15 – Eúde (‘Ehud) significa “unido” ou “eu agradecerei” ou “eu louvarei”.

16 - Ele estava unido a Deus e preparado para louvar o Senhor e agradecê-lo por todas as coisas. Essa era a chave de sua vitória.

17 – Deus lhe dá uma estratégia perfeita para vencer o inimigo.    

18-                     Eúde, filho de Gera.
19-                     Gera significa “grão” (pois “gera” algo, e os grãos eram levados pelos viajantes como alimento – exemplo do biscoito nos navios); “viajante, forasteiro” (ger); “aquele que gera medo” (yagor); “aquele que luta” (garah), “moeda, talento” (‘agorah).
20-                     Juízes 3.12. O Senhor deu poder a Eglom. Incrível perceber que, quando o povo de Deus peca, o Senhor fortalece o inimigo para que o juízo divino caia sonbre nós.  
21-                     Juízes 3.15. Benjamita. Tribo que ficava mais próximo de Eglom, e certamente mais afligida por ele. Canhoto. Informação muito importante para o resto da história.
22-                     Juízes 3.19. Onde ficavam as imagens de escultura. Ou seja, nas fronteiras da terra de Moabe, onde colocavam as imagens de seus deuses protetores, assim como acontece em nossas cidades, onde vemos, nas entradas e saídas, imagens de santos, Rotary Club e Maçonaria. 
23-                     Punhal de um côvado (meio metro). Longo o bastante para o plano e pequeno o suficiente para ser escondido. Coxa direita. Para evitar suspeita e sendo mais conveniente para sua mão esquerda.
24-                     Juízes 3.20. Uma palavra de Deus. Eúde usa aqui o termo genérico ‘Elohiym, de modo que Eglom pensasse que se tratava de uma mensagens dos deuses moabitas.
25-                     Juízes 3.22. O cabo. Como a lâmina era pequena, Eúde enfia até o cabo, de modo que, mesmo com a corpulência de Eglom, o golpe fosse fatal. Saiu-lhe o excremento (segundo a versão Almeida Revista e Corrigida e a versão King James). Devido ao medo e à angústia, Eglom defecou no momento do golpe. Vejam que o nome do pai de Eúde, Gera, remete a ideia de uma pessoa que “traz medo”, “que apavora”. Assim, Eglom colheu aquilo que plantou: terror, pânico e morte.     
26-                     Juízes 3.23. Eúde saiu e fechou a porta, provavelmente porque a trancou e levou a chave consigo. Assim também Jesus saqueou o inferno e levou as chaves da morte.
27-                     Juízes 3.26. Passou pelas imagens de escultura. Ou seja, atravessou a fronteira do país de Moabe. Seirá. Bode fêmea. Bode de Mendes, Baphomet. Ou seja, após matar Eglom, o Touro redondo, Eúde toca a trombeta no território do bode (baphomet) e declara a derrota do inimigo.
28-                     Juízes 3.28. Os vaus do Jordão. Eglom era da Mesopotâmia, ou seja, de além do Jordão. Quando os servos de Eglom viram que este estava morto, tentaram cruzar o rio para fugir, mas os israelitas os cercaram e acabaram e os derrotaram por completo.
29-                     Sangar (shamgar), filho de Anate (‘anath). Ou seja, “a espada, filho da resposta”. É provável que Sangar estivesse tocando bois quando viu os filisteus chegando para invadir o território de Israel. Mas Deus, enchendo-o do Espírito Santo, lhe deu ousadia e coragem para atacar, sozinho, aqueles seiscentos homens. Assim, não tendo espada ou lança, usou o próprio ferrão de tocar bois para derrotar os inimigos. Assim, vemos que não importa quão fraca seja nossa arma, Deus conduz e fortalece nossos braços.
30-                     Juízes 4.2. Jabim. Em hebraico, yabiyn, “inteligente”, “ele entende”, “ele explicará”, ou “aquele que tem o discernimento de Deus”. Através de uma ação divina, Jabim domina o povo de Deus o os aflige, para que possam entender que precisavam retornar aos caminhos de Deus. Sísera. “Pelotão de batalha”. Harosete-Hagoim. Ou seja, a “surdez das nações”. De charash, “surdo” (1 Samuel 10.27).
31-                     Juízes 4.3. Novecentos carros... dominou por vinte anos. Os números nove e dois são os mais reverenciados no satanismo.  
32-                     Juízes 4.4. Débora (“abelha”, “ordenada”, “sistemática”). Profetisa (Hb. neviy’ah, feminino de naviy’, “semente que brota de dentro” - Bn). Lapidote (“tochas”).
33-                     Juízes 4.5. Sob a palmeira (Hb. tomer, “amargando” - o justo amarga na rejeição e na perseguição) Um exemplo da justiça que ministrava naquele local, superando todas as pressões e oposições, como a palmeira que sobrevive mesmo diante do calor e da falta de água.    
34-                     Juízes 4.6. Baraque (“trovão”), Abinoão (“meu pai é um deleite”). Quedes de Naftali (“santuário da luta”).  
35-                     Juízes 4.8. Aqui Baraque mostra que sua fé era genuína, porém pequena. Assim, a glória da vitória não ficou com ele, mas com uma mulher.    
36-                     Juízes 4.14. Adiante de ti. Baraque venceu porque Deus estava ali lutando com ele, assim como o anjo do Senhor costumava fazer com o povo de Israel.        
37-                     Juízes 4.17. Jael (“ele subirá”).








Juízes – Aula 02


Juízes – Aula 02

I – A Conquista de Horma

“Foi-se, pois, Judá com Simeão, seu irmão, e feriram aos cananeus que habitavam em Zefate (Tsephath – “torre de vigília”) e totalmente a destruíram (chariymu); por isso, lhe chamaram Horma (charemah – “destruição” ou “consagração”)” - Juízes 1.17.

Zefate (Hb. Tsephat – “torre de vigília” – Watchtower - “testemunhas de Jeová”). Torre de sentinela do inimigo.
Vem de Tsaphah, “inclinar-se para frente”, “cobrir”. Essa cidade dava cobertura às ações do inimigo.

Tsaph, “abrir para o lado”, como um lençol que é lançado para cobrir, “dar cobertura”. Era como um lençol que cobria com trevas e escuridão todas as terras ao redor.

Por isso significa “espionar”, “cobrir”, “inundar” (Tsaphah). Aquela cidade servia para espionar e inundar com terror aquela região.

Ou “aquilo que está escondido”, “em oculto” (tsaphon). Era um mal que estava em oculto. Quando o povo de Deus destruiu aquela cidade, eles retiraram o cerne do poder diabólico daquela região, que funcionava em oculto, como as instituições e sociedades secretas dos dias atuais, que dominam e governam sem aparecer (CFR – Council on Foreign Relations; Trilateral Commission, Bilderberg, Bohemian Grove etc).  

O povo de Deus vence essa sentinela do maligno, a destrói (chariymu) e a renomeia para Horma (charemah).

Char – “Queimar”, “passar pelo fogo”, “purificar”- ideia semelhante ao do holocausto, “oferta completamente queimada”.

Chor – “Puro”, “nobre”.

Choreb – “Desolação”.

Toda consagração exige uma destruição. Devemos destruir aquilo que não agrada ao Senhor.

Vers. 19 “Carros de ferro” – Ficaram com medo dos carros de ferro, e não confiaram em Deus, poderoso para destruir qualquer arma de guerra.

II – Povos que não foram conquistados (Juízes 1.27-36)

O povo, ao descumprir os mandamentos divinos, abrem uma brecha ao não expulsar os estrangeiros que havia na terra.

III – O Anjo do Senhor em Boquim (Juízes 2.1-5)

Curioso a Bíblia mostrar que o Anjo do Senhor foi de Gilgal até Boquim.
O Anjo, tendo assumido forma humana, os acompanha de Gilgal até Boquim, mostrando que ele era aquele que os havia trazido a Gilgal, o primeiro local onde se estabeleceram em Canaã, e lá os protegeu durante tanto tempo, e de onde partia com eles para a batalha e lhes concedia a vitória.

Primeiro, o texto explica que eles descumpriram a ordem divina de expulsar os povos daquela terra, pois ficaram com medo de seus carros de guerra e de sua força.

Agora, o Anjo do Senhor declara que não mais os ajudaria a tirar os povos inimigos daquela região.

Aqui começa a desgraça: quando Deus abandona seu povo.

III – A morte de Josué (Juízes 2.6-10)

O morte de Josué já havia sido narrada em Js 24.29-31.

Aqui, ela é repetida para contrastar com a obediência do povo de Israel no tempo de Josué (v.7) com a desobediência das futuras gerações (v. 10).

III – O povo de Israel abandona o Senhor (Juízes 2.11-23)

A oscilação do povo de Deus entre a adoração a Jeová e aos deuses cananeus.

Os juízes sendo levantados para livrar o povo quando se arrependiam e buscavam a Deus.  

IV - Povos que ficaram em Canaã (Juízes 3.1-6)

Deus mostra que permitiu que os povos inimigos, que eram violentos guerreiros, ficassem habitando a terra para ensiná-lo a ser um povo guerreiro, sempre treinando e sempre em forma e preparados para a guerra e dependendo do livramento divino.

É exatamente assim que Deus faz conosco hoje, e é também assim que os judeus vivem hoje em Israel.

V - O povo se esquece do Senhor. Deus levanta o primeiro juiz (Juízes 3.7-11)

Jz. 3.7. Esqueceu (Hb. Shakach). “Espinho” + “palma da mão” = “proteção que cobre” (). Quando nos lembramos de Deus, somos especiais, estamos de baixo de uma cerca de espinhos que nos protege. Quando nos esquecemos de Deus, nos tornamos como a multidão (sak) e ficamos cobertos (masak) por espinhos (coroa de espinhos).

Relacionado ao inglês shack, “cabana”.







domingo, 8 de julho de 2012


Juízes (Sefer Shoftim) – Aula 01

I – Introdução

1-    Depois da morte de Josué, o povo começou a adorar os deuses da terra de Canaã. Isso, como Deus já tinha avisado, trouxe consequências drásticas para o povo de Deus.
2-    Ler Deuteronômio 4.23-31 e 30.17-18.
3-    Por terem abandonado a Deus, o Senhor deixou que fossem conquistados por seus inimigos.
4-    Quando eles pediam ajuda a Deus, Ele levantava um juiz, que os livrava.
5-    Mas, logo que a opressão acabava, eles voltavam a adorar outros deuses.
6-    Dois tipos de juízes: Dan X Shaphat.
7-    Dan: “porta da continuidade”.
8-    Shafat: “Ataque”, “atirador de elite”, “bote da serpente”.
9-    Shaph (Ps) = “dente” + “boca” = “serpente” (Ex: seraph).
10-                      Relacionado ao inglês “sharp”.
11-                      Exemplos de serpents usadas como símbolos do bem:
12-                      A serpente de Moisés (Êxodo 7.9 - Nachash);
13-                      A Serpente no Madeiro (Números 21.4-9. Neustã);
14-                      “Sede símplices como as pombas e prudentes como a serpent” (Mateus 10.16)
15-                      Shapah – “Local elevado”, no sentido da serpente levantando sua cabeça para atacar.
16-                      ‘Ashshaph – “aquele que faz encantamentos”.
17-                      ‘Ashpah – “aljava”.
18-                      Sha’aph – “Engolir”.
19-                      Shuph – “Atacar”, “dar o bote”.

II – A derrota de Adoni-Bezeque

20.Depois da morte de Josué, o povo consulta a Deus, perguntando qual tribo deveria fazer o ataque.
21.Deus responde: “Judá”, ou seja, a “tribo do louvor”
22.Yehudah vem de Yadah: “louvar com as mãos - yad”, ou seja, “louvar com o trabalho”, “louvar com as atitudes”).
23.Deus afirma que aquela guerra seria conquistada pelos adoradores, por aqueles que louvam e são louvados por seu louvor.
24.Judá chama seu irmão Simeão (“escutou”) para ajuda-los, pois Judá e Simeão eram vizinhos e filhos de mesmo pai (Jacó) e mesma mãe (Léia).
25.Não tenha vergonha de pedir a ajuda de seu irmão para conquistar suas batalhas.
26.A luta seria contra quem? Contra Adoni-Bezeque, “meu senhor é um relâmpago”, o rei de Bezeque (“relâmpago”).
27.O relâmpago é lúcifer: Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome! Mas ele lhes disse: Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago” (Lucas 10.17-18).
28.O curioso é que outro termo hebraico para “relâmpago” é Baraq.
29.Deus faz com Adoni-Bezeque o mesmo mal que ele havia feito com setenta reis.
30.“Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá” (Gálatas 6.7).
31.“A mesma medida que vocês usarem para medir os outros Deus usará para medir vocês” (Lucas 6.38).  

III – A derrota de Quiriate-Arba

32.Depois, Judá subiu a montanha de Hebrom (mais parecia Mordor) e atacou o quartel general do inimigo: Quiriate-Arba, ou seja, “a cidade dos quatro”: Anaque, Sesai, Aimã e Talmai.
33.Segundo a doutrina satânica, havia doze anjos que eram príncipes de Deus nos céus antes da queda. Lúcifer conseguiu arrebanhar quatro destes para sua rebelião: B+a+a+l (ou seja, um terço, como em Ap. 12.4).
34.Veja que Sesai significa “nobre” (ou seja, um príncipe); Talmai (“meu irmão é uma porção”) e Talmai (“aquele que acumula”).

IV – A derrota de Quiriate-Sefer

35.Depois, atacaram Debir (“o santuário”), que era Quiriate-Sefer (“ a cidade do livro”).
36. Aquele que é segundo o coração (Calebe) prometeu que quem conquistasse o santuário e o livro receberia como recompensa a tornozeleira (Acsa).
37.Jesus nos prometeu que se vivêssemos uma vida de oração e se andássemos segundo sua Palavra, receberíamos pés firmes calcados na Rocha.
38.“E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram” (Atos 3.7).
39.Otniel (“aquele cuja força vem de Deus” ou “leão de Deus”), filho de Quenaz (“caçador”) entra em cena.








sexta-feira, 22 de junho de 2012


Josué – Aula 06

I-                  A divisão das terras

1-    Terra (Hb. ‘Erets). Rats, “pedaço de argila quebrado”, que nas culturas antigas era usado para escrever mensagens, que por vezes eram quebradas (ratsats) em vários fragmentos (rats) e codificadas e levadas por corredores (ruts). Depois, deveriam ser reunidas e decodificadas. Foi assim que Deus fez com seu povo: os criou, depois os quebrou e separou, e posteriormente os reuniu, assim, decodificando a mensagem para todas as nações da terra. Da mesma forma, para entendermos a Bíblia, devemos unir o Antigo e o Novo Testamento, para que possamos decodificar a mensagem de Deus.   

“Rateio”, “ração” e “razão” como “saber dsicernir”, como a binah hebraica) O Symbolon de Foucault em “As verdades e as formas jurídicas”: O “jogo das metades” em Édipo Rei.

Da mesma forma, vemos que Deus escreveu sua história e mandou sua mensagem através da terra prometida, que é como um barro que carrega a mensagem. Este vaso (a terra) foi quebrado, mas, com isso, a mensagem da salvação foi levada a todos os povos. Foi um mal necessário.

As terras, unidas, formavam o vaso, o corpo dos filhos de Deus, que, se permanecessem unidos, seriam invencíveis. Todavia, sua união durou pouco tempo: “Vocês serão completamente destruídos, como um vaso de barro que se quebra: não sobra nem um caco que sirva para tirar brasas do fogo ou para tirar água do poço” (Isaías 30.14).

II - As cidades para fugitivos (Josué 20)

1-    Uma pessoa que, sem querer, matasse alguém, poderia fugir para uma das cidades para fugitivos, onde não poderia ser morta pelo parente mais chegado da vítima (Números 35.9-24). Todas as seis cidades para fugitivos foram dadas aos levitas (Números 35.6).

2-    Cristo e este nosso refúgio, pelos nele estamos escondidos, já que ele nos purificou de nossos pecados e nos justificou através de nossa fé.

3-    20.7 Designaram. Cidades que eram, todas, no topo de montanhas, de modo que pudessem ser facilmente vistas mesmo a grande distância e, assim, direcionar aqueles que para lá fugiam.

4-    Tais cidades eram, também, situadas a uma distância conveniente umas das outras, de modo que todas as tribos a elas tivessem acesso. A cidade de Quedes ficava ao norte, enquanto Hebrom situava-se ao sul e, entre elas, Siquém.

5-    Todas essas regiões citadas pertenciam aos levitas, para que as causas dos fugitivos fossem julgadas de forma mais imparcial, já que eles eram presumidamente os mais capacitados para interpretar a lei divina e mais fortemente obrigados a cumpri-la, independente de qualquer afeição ou interesse escuso.

6-    Além disso, a boa reputação de que gozavam os levitas entre o povo, assim como os bons conselhos que ministravam, serviriam para restringir pessoas vingativas que quisessem perseguir o assassino que lá se refugiou.

7-    A presença dos levitas era também uma vantagem para o refugiado, pois estando impedido de ir ao templo em Jerusalém, tinha na cidade de refúgio a presença dos servos da casa de Deus, para instruir, interceder e ajudá-lo a cumprir com seus compromissos públicos.      

III - As cidades dadas aos Levitas (Josué 21)

1-    A tribo de Levi não recebeu terras próprias, mas quarenta e oito cidades das doze tribos, mais seis cidades para fugitivos.

2-    “O SENHOR Deus disse a Arão: Você não terá terras nem propriedades em Israel, como os outros israelitas têm. No meio dos israelitas, eu sou a sua propriedade, a parte que você vai receber” (Nm. 18.20).

3-    Será que depois de saber disso as pessoas, hoje, ainda iriam querer ser levitas? Será que, hoje, se alguém realmente souber o que é ser profeta, ele vai continuar querendo ser profeta?

IV– O altar na beira do Jordão (Josué 22.10-34)

1-    Ao voltarem para seu território situado a leste do rio Jordão, as tribos de Rúben, de Gade e de Manassés do Leste constituíram um altar a oeste do rio.

2-    Quando ouviram isso, as nove e meia tribos pensaram que essas tribos estavam se revoltando contra o Senhor, o Deus de Israel (Josué 22.16), que ordenou que houvesse apenas um lugar de adoração:

3-    “Na presença do SENHOR, nosso Deus, todos se alegrarão: vocês, os seus filhos e as suas filhas, os seus escravos e as suas escravas e os levitas que estiverem morando nas cidades onde vocês vivem. Eles não receberão terras em Canaã, como as outras tribos vão receber. Portanto, não ofereçam sacrifícios em qualquer lugar que quiserem, mas somente no lugar que o SENHOR Deus escolher no território de uma das tribos. Ali vocês oferecerão sacrifícios e farão todas as outras coisas que tenho ordenado” (Deuteronômio 12.12-14).

4-    Esse lugar era Siló, na tribo de Efraim, onde ficava o altar e a tenda sagrada (Josué 19.51).

5-    Siló havia sido citada pela primeira vez em Gênesis 49.10.

6-    Pode significar: “O bastão da punição não se arredará dos judeus até que venha o Enviado” ou “Os reis sempre estarão em Judá, até que venha o Messias, quando eles considerarão somente César como seu rei”, conforme João 19.15: “Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!”.

7-    Os israelitas das duas tribos e meia responderam que não estavam construindo outro lugar de culto; o altar; o altar era somente uma testemunha de que o Senhor era o Deus deles.  

V – A morte de Josué e o povo se desviando (Josué 24.29-33)

1-    “Serviu, pois, Israel ao SENHOR todos os dias de Josué e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram por muito tempo depois de Josué e que sabiam todas as obras feitas pelo SENHOR a Israel” (Josué 24:31).

2-    Assim foi quando Jesus morreu. Os apóstolos se espalharam. Pedro abandonou a carreira de apóstolo e voltou a seu antigo ofício na pesca. Jesus já havia anunciado isso, quando disse: “E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim, porque escrito está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão” (Marcos 14:27).

3-    A Parábola das Dez Virgens e a Parábola dos Talentos também falam sobre o senhor que parte, e ao demorar-se, uma parte do povo se perde. Quando ele retorna, aqueles que não haviam guardado os caminhos do Senhor são excluídos da comunhão eterna com Deus.

4-    Nosso Josué foi embora. Quem está guardando o seu caminho?