quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Números - Aula 02



Mergulhando na Palavra

Livro de Números: Aula 02

I- Números 11: A Revolta do Povo


Versículo 1:
“Queixou-se o povo de sua sorte aos ouvidos do SENHOR; ouvindo-o o SENHOR, acendeu-se-lhe a ira, e fogo do SENHOR ardeu entre eles e consumiu extremidades do arraial”.

a) Queixou-se (Heb. ‘Anan). A raiz é ‘an, que significa “produzir”, fruto da união da letra ‘aleph (que significa touro e representa a força) com a letra nun (que significa semente e representa a continuidade). Unidas, essas letras significam “a força da frutificação” ou “a busca pela produção”. A palavra ‘anan (queixar-se) se refere à indignação pela falta de frutificação, pela falta de frutos. Todavia, o Salmo 1 nos mostra o que o homem deve fazer para ser frutífero. Em João 15 Jesus também nos mostra que, para sermos frutíferos, devemos estar ligado à videira e ter Deus Pai como lavrador. O povo, no deserto, estava reclamando da falta de comida, mas não agia como pessoas que buscam, de Deus, sua frutificação. Na verdade, eles tinham tudo o que precisavam. Mas usaram seu vigor (‘on) de maneira vã (‘aven). Por sua ingratidão, Deus os puniu, tendo desejado a carne e louvando a antiga vida no Egito. Assim como o figo (te’en) é um fruto que exige vigor (‘on) para ser encontrado, pois, sendo verde, se mistura com a cor verde das folhas, a frutificação também é alcançada quando empenhamos nossa força não de forma vã (‘aven), mas da maneira correta. Do contrário, todo trabalho será exaustivo (te’un) e não resultará em nada (‘eyin).

b) Ouvidos (Hb. ‘Ozen). A raiz é zan, formada por duas letras, zain (foice) e nun (semente), que unidas formam a ideia de “colher sementes”. Ou seja, em hebraico, a orelha é usada, assim como a enxada e a foice, para abrir caminho no mato e colher sementes. É por isso que Paulo nos ensina que “a fé vem pelo ouvir as palavras de Deus” (Romanos 10.17). Quando ouvimos a palavra de Deus, é como se estivéssemos colhendo sementes que frutificarão em nosso interior. Deus também gosta de colher nossas sementes, nosso louvor, nossa adoração. Todavia, em vez de louvar, o povo estava murmurando, fazendo com que chegasse aos ouvidos de Deus, não sementes, mas o joio. O que Deus escutou deles não soou aos seus ouvidos como uma colheita de sementes, mas como som de adultério (zanah), pois louvaram o Egito e rejeitaram a libertação divina, desejando mantimentos (mazon) que não procediam de Deus, já que eram dedicados aos ídolos.

c) Acendeu (Hb. Charah). A raiz é Char, cuja ideia é “calor”, palavra formada por duas letras hebraicas, chet (parede) e resh (cabeça, homem), que significa “o homem além da parede”, ou seja, “o homem do lado de fora”. Quando o antigo judeu saía de sua tenda para cuidar do rebanho, ficava exposto ao calor do sol, por isso, a palavra charah significa “acender” ou “queimar”. Ou seja, quando Deus “acende”, significa que Ele está prestes a julgar o homem, expondo-o à luz da verdade, ao calor de sua glória, de modo que o homem está “do lado de fora”, não mais protegido “à sombra do onipotente”, no “esconderijo do altíssimo” (Salmo 91.1). Cabe observar que Moisés somente sobreviveu a uma exposição à glória de Deus porque se escondeu na rocha, que simboliza Cristo (Êxodo 33.22).

d) Fogo (Hb. ‘Esh). A raiz é formada por duas letras, ‘aleph (touro: força) e shim (dente: pressionar), que juntas trazem a ideia de “forte pressão”. O fogo era produzido através de um graveto que, pressionado fortemente contra uma tábua, incendiava a palha com a ajuda de assopros. Assim, vemos que o fogo é produzido por uma pressão e o vento alimenta e espalha o fogo. Se formos obedientes, Deus nos batiza com o Espírito Santo, que é fogo. Todavia, o rebelde é pressionado por Deus e destruído pelo fogo. Ou seja, dependendo das atitudes do homem, ele pode receber um fogo (‘esh) que trará fundamento (‘osh) para sua vida, ou um fogo (‘esh) que trará desespero (ya’ash).

e) Ardeu (Hb. Ba’ar). O termo significa “consumir”, pois está relacionado com basar (carne), ou seja, com aquilo que eles desejaram, motivados pelas reclamações dos estrangeiros que viajavam junto com eles, o que foi o motivo de sua destruição. Os desejos carnais fizeram com que a ira de Deus se acendesse contra eles.

f) Consumiu (Hb. ‘Okhel). Literalmente, “comeu”, “devorou”. A raiz é formada por duas letras, lâmed (cajado: autoridade-vontade) e kaph (mão fechada: subjugar-dobrar), que juntas significam “domar a vontade”, como um animal adestrado. Por isso, a palavra derivada “kol” significa “todo” ou “completo”, ou seja, um animal completamente preparado para o trabalho. A palavra tanto pode significar algo consumido (como um alimento) ou algo destruído. Dependendo da atitude do homem, o fogo de Deus poderá consumir suas falhas e purificá-lo, ou destruí-lo. Deus enviou o fogo para que, assim, os homens domassem seus desejos pecaminosos, dobrando-se e submetendo-se à vontade divina. Porém, logo em seguida, o coração deles ardeu (ba’ar) novamente, não em busca da presença de Deus, mas almejando a carne (basar). O fogo de Deus pode consumir-nos (‘okhel), para tornar-nos como um vaso (keliy), dobrando (mikhlah) nossa vontade, para brilhar e tornar nossas vestes brancas e puras como a noiva (kallah) de Cristo, e funcionar como um combustível (ma’akholeth) que sustenta (kul) nossa fé. Ou, se formos rebeldes, pode funcionar como uma prisão (kele’) para refrear (kala’) nossa rebeldia, já que nos tornamos vilões (kelay) diante de Deus, e não mais povo seu, mas apenas estrangeiros misturados (kil’ayim) no meio de seu povo, como era o caso desses murmuradores.

g) Extremidade (Hb. Qatseh). Este era o local onde ficavam os estrangeiros que estavam misturados com os judeus, e que iniciaram a rebelião (Números 11.4). A raiz de qatseh (extremidade) se relaciona com a ideia de “cortar” (qatsah). Ou seja, estes que estavam na extremidade (qatseh) e foram cortados (qatsah) não eram do povo de Deus. Assim como a circuncisão, que é também o corte de uma extremidade do corpo e que faz com que a pessoa se torne parte do povo de Deus, o Senhor cortou o povo que não pertencia a ele, para tornar o resto do corpo uma propriedade divina.

h) Arraial (Hb. Machaneh). A raiz é formada por duas letras, chet (parede) e nun (semente, continuidade), que unidas trazem a ideia de “parede contínua”, porque o arraial era formado por vária tendas, cada uma pertencente a uma família, que formavam um círculo com uma parede contínua, que protegia o povo. Era uma imagem tão bela que a raiz da palavra machaneh (tenda) é chen, que significa “beleza”. Foi essa beleza que impressionou Balaão quando estava prestes a amaldiçoar os judeus. Tal beleza o fez titubear em seu mau intento (Números 24.5-6). Deus destruiu a extremidade do arraial para preservar a beleza do acampamento, pois o Senhor repreende aqueles a quem ele ama (Provérbios 3.12).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Desvendando os frutos - Mansidão



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Retornamos ao nosso estudo sobre o Fruto do Espírito. Hoje, analisaremos a mansidão. Em grego, a palavra mansidão é “praotes”, que significa “gentileza” e “humildade”. A raiz dessa palavra é “praus”, que significa “suavidade”. Na versão João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada, o termo “praotes” é traduzido, em Gálatas 6.1, como “brandura”, e em Tito 3.2, como “cortesia”. Podemos ver esse fruto sendo manifesto em Jesus quando, diante de seus algozes e acusadores, em meio ao espancamento e humilhação, não emite palavra de maldição, mas disse, “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Exige-se um exercício de busca ao Senhor e intimidade com Ele para que alguém possa manifestar este fruto.

Em hebraico, o termo equivalente a “mansidão” é “‘anav”, cuja raiz “‘an” é formada por duas letras: “aiyn”, que significa “olho”, e “nun” que significa “perpetuidade”, “continuidade”, “germinar”. Ou seja, a reunião das letras “aiyn” e “nun” (an), significa “o olhar da continuidade”. No antigo costume judaico, o agricultor nômade dedicava grande atenção ao cuidado de seu rebanho e cereais, olhando e vigiando continuamente sua propriedade.

Era comum construir um abrigo com um telhado sobre quatro postes de madeira para protegê-los do sol, como uma nuvem (‘anan). Ou seja, o humilde é que aquele que tem mansidão ao cuidar de sua propriedade, da herança que o Senhor lhe concedeu por meio do sacrifício de Cristo na cruz, a saber, a vida eterna. Aquele que responde com mansidão ao ato de agressão está, na verdade, fazendo como o nômade judaico, cuidando atentamente de sua herança, pois a falta de mansidão é pecado, erro que faz separação entre nós e Deus (Isaías 59.2). Quando somos mansos, estamos protegendo nossa alma contra o pecado, e garantindo a proteção de nossa propriedade mais valiosa, nossa alma, como está escrito: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mateus 16.26). Quando respondemos a uma agressão com outra agressão, estamos corrompendo nossa alma e vivendo o versículo que “um abismo chama outro abismo” (Salmo 42.7). Quando não perdoamos, não somos perdoados (Mateus 6.15). Quando somos mansos, o perdão chega facilmente, e nossa alma permanece imune ao poder do pecado.

Em hebraico, a palavra para mansidão (‘anav) possui uma gama de outros termos relacionados que anunciam profundas verdades espirituais sobre esse fruto do Espírito. Um dos termos relacionados é “‘anah”, que significa “aflição”. Isso porque o homem que opta por seguir o caminho da santidade, não se conformar com este mundo, viver a verdade do evangelho, terá aflições nesse mundo, como Jesus anunciou: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33). Se analisarmos o contexto da passagem em que Jesus falou esse versículo, veremos que aqueles que optam pela mansidão, pela obediência a Deus, serão aqueles que passarão pelas maiores aflições. Como é de conhecimento comum, todos os apóstolos, exceto João, foram assassinados, martirizados por optar por seguir Jesus e pregar sua palavra a todo custo. Ou seja, os mansos serão perseguidos, mas a presença de Deus nos garante a paz, como também foi dito: “Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo.  Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.32-33).

Outra palavra relacionada à mansidão (‘anav) é “ta’aniyth”, que significa “jejum”, pois aqueles que buscam a mansidão somente poderão encontrá-la com uma prática rotineira de jejum e orações. O jejum gera também uma aflição, devido à fome, mas essa aflição também nos gera bom ânimo, pois com ele recebemos poder para vencer o mundo. Foi por meio do jejum que Cristo teve mansidão e poder para vencer satanás do deserto, quando foi tentado (Mateus 4.1-11). 

Outro termo afiliado a mansidão (‘anav) é “‘anan”, que significa “nuvem”. Isso porque o homem que segue a mansidão e guarda sua alma da cominação do pecado e da opressão da raiz de amargura tem, sobre si, a proteção de Deus, como uma nuvem que está sobre ele, escondendo-o à sombra do onipotente, no esconderijo do altíssimo (Salmo 91.1).  

A palavra hebraica para mansidão (‘anav) também se relaciona com “coruja” (ya’anah), pois a coruja é um animal que está sempre com seus grandes olhos abertos em estado de vigia. Assim também é aquele que possui o fruto da mansidão, pois está sempre, como um bom pastor, vigiando e observando seu rebanho, sua herança, sua vida, sua santidade e sua família.

Por fim, outra palavra relacionada com mansidão (‘anav) é o termo “ma’yan”, que significa “fonte”, “manancial”. O manso guarda-se do mal, da ira, da revolta, e assim agindo retém em si a palavra Deus, pois está limpo pela água da palavra (João 15.3). Mas não é apenas um recipiente que guarda a água da Palavra de Deus, mas um manancial de um rio que jorra para a vida eterna, pois quando abre sua boca, palavras de vida fluem de seu interior e levam aqueles que as escutam a um verdadeiro encontro com Cristo.

Busque não somente os dons, mas também o Fruto do Espírito, pois será por meio dos frutos que seremos conhecidos por Cristo (Mateus 7.16).  

::Daniel Lopez
Jornalista e doutorando em Linguística na Universidade Federal Fluminense (UFF). É também professor universitário, tradutor e diretor do programa e ministério Desvendando o Original.

www.desvendandooriginal.blogspot.com / @Daniel_L_Lopez / @desvendandoorig / daniel4310lago@yahoo.com.br

Colaborador do portal Lagoinha.com  

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Nome sobre todo nome



Um nome sobre todo nome

Pro 30:4 “Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?”.

1- Qual é o seu nome? Primeiro o que significa nome em hebraico?

2- Shem - “nome”, “reputação”, “caráter”. Quando Deus muda o caráter de alguém, ele muda seu nome (Abrão-Abraão; Jacó-Israel; Oséias-Josué).

3- Conhecer o caráter de Deus e conhecer seu nome é a mesma coisa. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome...” (2 Crônicas 7.14). Esse povo conhecia o nome e o caráter de Deus.

4- Deus revelou seu nome a Moisés. “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE EU SOU” (Êxodo 3.13-14).

5- “Vai, ajunta os anciãos de Israel e dize-lhes: O SENHOR (Yehovah), o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me apareceu, dizendo: Em verdade vos tenho visitado e visto o que vos tem sido feito no Egito” (Exo 3:16).

6- Para termos o caráter de Deus, temos que conhecer seu nome, pois ele disse: “Eu sou o SENHOR (Yahovah), vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo” (Lev 11:44).

7- O que significa o nome de Deus e o que aprendemos sobre Deus através desse nome? O povo que se chama pelo nome de Deus deve ter o caráter dele. O povo que se chama pelo caráter de Yehovah deve ter o caráter de Yehovah.

8- Yehovah. “O auto-existente”, “O Eterno”. Ou seja, aquele que se torna filho de Deus recebe o dom de viver eternamente e vencer a morte. Ou seja, ter o caráter de Yahovah é, primeiramente, ter o dom da vida eterna, porque recebeu dele a salvação. Quem está na Igreja e não está buscando a vida eterna ainda não compreendeu o caráter de Deus.

9- E da mesma maneira, nós também recebemos o poder de anunciar o caminho da vida eterna para as demais pessoas. Quem não busca sua salvação e não prega a salvação ainda não conhece o caráter de Yehovah.

10- Yehovah está relacionado com Chavvah, “o doador de vida”. O nome de Eva. “E chamou Adão o nome de sua mulher Eva, porquanto ela era a mãe de todos os viventes” (Gen 3:20).

11- Ou seja, assim como Yehovah é o doador da vida, nós também temos o poder de doar vida, se bebermos do manancial de vida e nos tornarmos um manancial de vida, como Jesus falou para a mulher samaritana (João 4.5-30).

12- Jesus oferece a água. A mulher pede água. Mas para ela receber essa água, ela deveria renunciar sua vida de pecado, de adultério, de prostituição. Depois que ela é convencida de seu pecado e recebe a água da vida, ela vai à cidade e anuncia a Palavra de Yehovah, jorrando rios de água viva com as palavras que dizia.

13- Chavah também significa “viver” e “anunciar” ao mesmo tempo. Isso porque quem está vivo anuncia a vida. Este é o sinal que acompanha o vivo (Marcos 16.17-18).

14- Yehovah também se relaciona com chay, que significa “vivo” e “apetite”. Quando a pessoa está com estômago vazio e come, é como se revivesse. Ou seja, aquele que tem o caráter de Yehovah se alimenta de Deus e por isso tem um apetite de conhecer mais de Deus e um apetite por anunciar a Palavra de Deus.

15- Aquele que conhece o caráter de Yahovah se alimenta de Deus e alimenta os que anseiam ardentemente pela revelação dos filhos de Deus (Romanos 8.19). Ele sabe que nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus m (Mateus 4.4; Deuteronômio 8.3).

16- A raiz de Yehovah é Hahh, que significa um sinal de espanto. Conhecer a Deus é um espanto constante, pois Deus sempre nos surpreende. E quem se espanta com a maravilha de Deus anuncia essa maravilha aos demais, como fez André quando encontrou com Jesus (João 1.40-42).

17- João disse uma coisa que o levou a um espanto. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. “Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (1 João 3.2-3). O espanto (Apocalipse 1.10-17).

18- E qual é o nome de seu filho? Seu filho de chama Yehoshua, união entre Yehovah e Yasha’, que significa “Yehovah é a salvação” (Olhar, pastor, deleite - “o olhar do destruidor”).

sábado, 12 de novembro de 2011

Mergulhando na Palavra - O Levítico - Aula 11



Desvendando o Levítico

1- Dois tipos de sacrifício: de sangue e de cereais (majares).

2- Sacrifício de sangue:

3- Sangue: Dam (“fluxo do líquido”). O sangue deve estar em movimento, senão o animal morre (muth). No sangue está a vida (Lv 17.11). Quando um animal perde seu sangue, a vida sai dele e vai em favor da pessoa que fez o sacrifício, perdoando seu pecado e restituindo-lhe sua vida.

4- Quando o sangue é derramado para perdão de pecado, o acusador (satan) fica mudo (damam) e o pecador, agora perdoado, se torna novamente semelhante ao criador, que é santo, como diz a passagem “Sede santos por que eu sou Santo” (Lv 11.44).

5- Os animais sacrificados eram designados conforma a posse da pessoa. E o pecado fosse de um sumo-sacerdote, deveria sacrificar um touro (animal mais caro), depois um bode (para outras pessoas) e uma pomba (para os mais pobres). Ou seja, assim vemos, na prática, o versículo (Lucas 12.48).

6- Os 4 tipos de ofertas de sangue são:

7- Ofertas queimadas (holocausto). Em hebraico, ‘olah, que significa “degrau”, pois a fumaça sobe.

8- Ofertas pacíficas (shelem). Relacionada a shillum (“pagamento”) e shillem (“recompensa”), shalam (“estar completo”) e shalom (“paz”). Quem paga o preço do sacrifício, recebe a recompensa por seu trabalho e fica completo, pois está em comunhão com Deus, assim está em paz, pois “destruiu a autoridade do caos”.

9- Ofertas pelo pecado (chattat). Relacionada à ideia de “errar” (chata’) e “corda” (chut), pois quando um arqueiro erra o alvo, a distância é medida com uma corda. Ou seja, esse sacrifício faz com que o erro (chata’) do pecado (chatiy) seja medido, e corrigido, e o pecador seja novamente unido (chut) a Deus.

10- As ofertas de culpa (‘asham). Essa oferta restitui o caráter (shem) e o nome (shem) da pessoa, pois o erro se deveu a um desvio de caráter. E está escrito: “Mais vale um bom nome do que as muitas riquezas” (Provérbios 22.1). Essa oferta restitui o fôlego (neshamah) de vida, pois o homem que estava “lá” (sham), longe de Deus, recebe novamente o direito de ser um cidadão do céu (shamaym), cujo sacrifício subiu como um aroma (sam) suave a Deus. A culpa (‘asham) e a desolação (shammah), que faziam de sua vida um deserto (yeshiymon), vão para “lá” (sham), e uma chuva (geshem) irriga a vida da pessoa como o óleo (shemen) da unção, fazendo com que, por sua obediência (shama’), brilhe como o sol (shemesh), pois recebeu a remissão (shemittah) de seu pecado, consumido (shemad) junto com o sacrifício.

11- Sacrifício de manjares:

a- Manjares (minchah), significa “local de descanso”. Deveria ser acompanhado de óleo (em hebraico, shemen, “fértil”), incenso (lebonah, “tijolo”, “para o construtor”, pois sobre aos céus como aroma suave) e sal (para conservação).

b- Não poderia haver fermento (chamets), e nem mel (debash), pois este poderia fermentar o alimento.

c- Mel (debash). Relaciona-se com dabab (“mexer-se lentamente”), tristeza (‘adab) e pena (da’ab), amargo como o fermento.

d- Fermento (chamets). Relaciona-se com “cruel”, “irado”, “raiva” (chemah), e chamots (“violento”, “ladrão” ou “oprimido”).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mergulhando na Palavra - Levítico



Levítico consiste na maior parte em escrita legislativa, grande parte dela sendo também profética. No todo, o livro segue um esboço tópico, e pode ser dividido em oito partes, que seguem uma ordem sucessiva bastante lógica.

Regulamentos sobre sacrifícios (1:17:38). Os diversos sacrifícios caem em duas categorias gerais: de sangue, consistindo em bovinos, ovelhas, cabritos e aves; e exangues, consistindo em cereais. Os sacrifícios de sangue devem ser apresentados como ofertas (1) queimadas, (2) de participação em comum, (3) pelo pecado ou (4) pela culpa. Os quatro tipos de oferta têm as seguintes três coisas em comum: o próprio ofertante tem de trazer o animal à entrada da tenda de reunião, colocar as mãos sobre ele e daí o animal tem de ser abatido. Depois da aspersão do sangue, é preciso dar destino à carcaça segundo a espécie de sacrifício. Consideremos agora os sacrifícios de sangue, um por vez.

(1) As ofertas queimadas podem consistir num novilho, cordeiro, cabrito, rola ou pombo, dependendo das posses do ofertante. Têm de ser cortadas em pedaços e, com exceção da pele, a oferta toda tem de ser queimada sobre o altar. Em caso de rola ou de pombo, a cabeça tem de ser truncada com a unha, mas não decepada, e o papo e as penas removidos. 1:1-17; 6:8-13; 5:8.

(2) O sacrifício de participação em comum pode ser de um macho ou uma fêmea dos bovinos ou dos rebanhos. Só as partes gordurosas serão queimadas sobre o altar, certas porções cabendo ao sacerdote e o resto devendo ser comido pelo ofertante. É chamado apropriadamente de sacrifício de participação em comum, pois, mediante ele, o ofertante participa de uma refeição, ou tem comunhão, por assim dizer, com Deus e com o sacerdote. 3:1-17; 7:11-36.

(3) Exige-se uma oferta pelo pecado para pecados não intencionais, ou pecados cometidos por engano. O tipo de animal oferecido depende de quem é o pecado que será expiado do sacerdote, do povo como um todo, dum chefe ou duma pessoa comum. Dessemelhantes das voluntárias ofertas queimadas e de participação em comum para indivíduos, as ofertas pelo pecado são obrigatórias. 4:1-35; 6:24-30.

(4) As ofertas pela culpa são exigidas para expiar a culpa pessoal devido à infidelidade, à fraude e ao roubo. Em certos casos, a culpa requer que se confesse e se faça um sacrifício segundo as posses da pessoa. Noutros, exige-se a compensação equivalente à perda e mais 20 por cento, bem como o sacrifício de um carneiro. Nesta parte de Levítico, que trata das ofertas, proíbe-se enfática e repetidamente o comer sangue. 5:16:7; 7:1-7, 26, 27; 3:17.

Os sacrifícios exangues têm de ser de cereais e são oferecidos quer assados inteiros, quer pilados ou em farinha fina; preparados de vários modos, tais como assados, grelhados ou fritos em gordura. Devem ser oferecidos com sal e azeite e, às vezes, com olíbano, mas têm de estar totalmente isentos de fermento ou mel. Em certos sacrifícios, uma parte pertencerá ao sacerdote. 2:1-16.

Investidura do sacerdócio (8:1-10:20). Chega então o tempo para uma grande ocasião em Israel, a investidura do sacerdócio. Moisés cuida disso em todos os pormenores, como Deus lhe ordenara. "E Arão e seus filhos passaram a fazer todas as coisas que Deus ordenara por meio de Moisés." (8:36) Depois dos sete dias ocupados com a investidura, há um espetáculo milagroso e fortalecedor da fé. A assembléia inteira está presente. Os sacerdotes acabam de oferecer sacrifício. Arão e Moisés já abençoaram o povo. Daí, veja! "A glória de Deus apareceu . . . a todo o povo. E desceu fogo de diante de Deus e começou a consumir a oferta queimada e os pedaços gordos sobre o altar. Quando todo o povo chegou a ver isso, irromperam em gritos e prostraram-se sobre as suas faces." (9:23, 24) Deveras, Deus é digno da obediência e da adoração deles!

Contudo, há transgressões da Lei. Por exemplo, os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, oferecem fogo ilegítimo perante Deus. "Saiu então fogo de diante de Deus e os consumiu, de modo que morreram perante Deus." (10:2) A fim de oferecerem sacrifícios aceitáveis e gozarem da aprovação de Deus, tanto o povo como os sacerdotes têm de seguir as instruções de Deus. Logo depois, Deus dá o mandamento de que os sacerdotes não devem tomar bebidas alcoólicas enquanto servem no tabernáculo, dando a entender que a embriaguez talvez tenha contribuído para a transgressão dos dois filhos de Arão.

Leis sobre a pureza (11:1-15:33). Esta parte trata da pureza cerimonial e higiênica. Certos animais, tanto domésticos como selvagens, são impuros. Todos os corpos mortos são impuros e tornam impuros a todos os que neles tocam. O nascimento duma criança também traz impureza e requer separação e sacrifícios especiais.

Certas doenças da pele, como a lepra, também causam impureza cerimonial, e a limpeza tem de ser aplicada não só a pessoas, mas também à roupa e às casas. Requer-se o isolamento. A menstruação e as emissões seminais resultam também em impureza, bem como os fluxos. Requer-se a separação nestes casos e, no restabelecimento, em adição, a lavagem do corpo ou a oferta de sacrifícios, ou ambas.

Dia da Expiação (16:1-34). Este é um capítulo notável, pois contém as instruções para o dia mais importante para Israel, o Dia da Expiação, que cai no décimo dia do sétimo mês. É um dia para afligir a alma (com toda a probabilidade com jejum) e não se permitirá nenhum trabalho secular. Começa com a oferta de um novilho pelos pecados de Arão e sua família, a tribo de Levi, seguida da oferta de um bode pelo restante da nação. Depois da queima do incenso, parte do sangue dos dois animais tem de ser trazida, por sua vez, para o Santíssimo do tabernáculo, a fim de ser aspergido perante a tampa da Arca. Mais tarde, as carcaças dos animais têm de ser levadas para fora do acampamento e ser queimadas. Neste dia tem de se apresentar também um bode vivo diante de Deus, e sobre ele tem de se declarar todos os pecados do povo, após o que tem de ser conduzido para fora, para o ermo. Daí, dois carneiros tem de ser oferecidos como ofertas queimadas, um para Arão e sua família, e outro para o restante da nação.

Estatutos sobre sangue e outros assuntos (17:1-20:27). Esta parte apresenta muitos estatutos para o povo. Proíbe-se outra vez o sangue, numa das mais explícitas declarações sobre sangue que existe nas Escrituras. (17:10-14) O sangue pode ser usado apropriadamente no altar, mas não para consumo. Proíbem-se práticas detestáveis, como incesto, sodomia e bestialidade. Há regulamentos para a proteção dos aflitos, dos humildes e dos estrangeiros, e dá-se o mandamento: "Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor." (19:18) Resguarda-se o bem-estar social e econômico da nação, e os perigos espirituais, tais como a adoração de Moloque e o espiritismo, são proscritos, sob pena de morte. Deus frisa outra vez a necessidade de seu povo manter-se separado: "E tendes de mostrar-vos santos para mim, porque eu, Deus, sou santo, e estou passando a separar-vos dos povos para vos tornardes meus." 20:26.

O sacerdócio e as festividades (21:1-25:55). Os três capítulos seguintes tratam principalmente da adoração formal de Israel: os estatutos que governam os sacerdotes, as suas qualificações físicas, com quem podem casar-se, quem pode comer coisas sagradas e os requisitos quanto a animais sadios que devem ser usados em sacrifícios. Ordenam-se três festividades nacionais sazonais, proporcionando ocasiões de 'alegria perante Deus, vosso Deus'. (23:40) Como um só homem, a nação voltará assim a sua atenção, louvor e adoração a Deus, fortalecendo a sua relação com ele. Essas são festividades para Deus, santos congressos anuais. A Páscoa, juntamente com a Festividade dos Pães Não Fermentados, é marcada para princípios da primavera; o Pentecostes, ou a Festividade das Semanas, em fins da primavera; e o Dia da Expiação, juntamente com a Festividade das Barracas, ou Recolhimento, de oito dias, no outono.

No capítulo 24, dá-se instrução relativa ao pão e ao azeite a serem usados no serviço do tabernáculo. Segue-se ali o incidente em que Deus decide que todo aquele que abusar do "Nome" sim, o nome Senhor, tem de ser morto por apedrejamento. Declara a seguir a lei da punição de igual por igual: "Olho por olho, dente por dente." (24:11-16, 20) No capítulo 25, acham-se regulamentos sobre o sábado de um ano, ou ano de repouso, a ser comemorado a cada 7 anos, e o Jubileu, a cada 50 anos. Neste 50.° ano, deve-se proclamar a liberdade em todo o país, e as propriedades hereditárias vendidas ou cedidas durante os últimos 49 anos devem ser restituídas. Dão-se leis que protegem os direitos dos pobres e dos escravos. Nesta parte, o número "sete" aparece destacadamente o sétimo dia, o sétimo ano, festividades de sete dias, um período de sete semanas, e o Jubileu, a vir depois de sete vezes sete anos.

As conseqüências da obediência e da desobediência (26:1-46). O livro de Levítico atinge o seu clímax neste capítulo. Deus alista aqui as recompensas pela obediência e os castigos pela desobediência. Ao mesmo tempo, apresenta a esperança para os israelitas se estes se humilharem, dizendo: "Vou lembrar-me, em seu benefício, do pacto dos antecessores que fiz sair da terra do Egito sob os olhares das nações, para mostrar-me seu Deus. Eu sou o Senhor." 26:45.

Estatutos diversos (27:1-34). Levítico termina com instruções sobre o manejo das ofertas votivas, sobre o primogênito para Deus e sobre a décima parte que é santificada para Deus. Daí, vem o breve colofão: "Estes são os mandamentos que Deus deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai." 27:34.

Texto extraído de:
http://www.fortalezaredes.com.br/documents/biblia/Antigo/Introlev.htm

domingo, 30 de outubro de 2011

Desvendando o original - Boxe



Muitos podem estar pensando: “mas que versículo é esse em que aparece a palavra ‘boxe’ na Bíblia?”. A Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), da Sociedade Bíblica do Brasil, traduz assim 1 Coríntios 9.26: “Por isso corro direto para a linha final. Também sou como um lutador de boxe que não perde nenhum golpe”. Muitas pessoas que criticam a NTLH afirmam ser este um exemplo de que esta versão não é confiável, tendo em vista que Paulo não poderia se referir ao boxe, pois este seria, supostamente, um esporte que não existia à época. Porém, uma análise mais acurada do texto, e do contexto histórico em que foi produzido, nos conduzem a outra conclusão.

A versão mais famosa que conhecemos dessa passagem, a João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada, traz a seguinte tradução de 1 Coríntios 9.26: “Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar”. Se analisarmos o termo “luto” em grego, veremos que se trata da palavra pukteo. O Dicionário Strong define essa palavra como “boxear, utilizando os punhos, ou seja, lutar como um boxeador nos jogos. Figurativamente, lutar”. Ou seja, o sentido literal do termo pukteo é “boxear”, pois deriva de pux, que significa “punho”, e origina os termos pygme (“lutar boxe”) e pyktes (“boxeador”). A própria palavra “pugilista” deriva da raiz grega pux, que originou o termo latino pugil (“boxeador”) e pugnus (“punho”). Assim, vemos que a prática do boxe era muito famosa não apenas entre romanos, mas célebre desde os gregos e seus jogos olímpicos.


Jovens lutam boxe. Afresco da civilização minóica, em Acrotiri, Santorini, cerca de 1500 a.C.

Concluímos, portanto, que Paulo, grande conhecedor da cultura grega e romana, estava fazendo alusões às práticas esportivas (boxe e corrida) tanto gregas como romanas. Cabe lembrar que Paulo está escrevendo para os coríntios, habitantes de uma das mais famosas cidades gregas, que conheciam perfeitamente a prática do pygme, ou seja, o boxe grego. O apóstolo estava se referindo aos famosos Jogos Ístimicos. Em honra a Poseidon, a cada dois anos eram promovidos os Jogos Ístmicos, que tiveram extraordinária importância e esplendor na antiga Hélade. Eram realizados no Istmo de Corinto, ponto de ligação entre a Grécia continental e o Peloponeso. Esses torneios recebiam um grande número de participantes e espectadores, levando-se em consideração o fato de Corinto ser um dos mais importantes centros comerciais e de diversões daquele tempo.

Confrome Eusébio de Cesareia, em sua crônica 70, o boxe foi primeiramente considerado um desporto olímpico em 688 a.C., na 23ª olimpíada da antiguidade; seu vencedor foi Onomastus de Esmirna, que foi quem definiu as regras do esporte. O boxe era chmado de pygme ou pygmachia entre os gregos, que treinavam com sacos de areia chamados korykos e usavam faixas de couro nas mãos, como luvas, conhecidas como himantes. O boxe também foi praticado desde os primórdios da Roma Antiga.

As origens do boxe, porém, são mais antigas. Surgido no continente africano, remonta ao ano 6000 a.C., na região da atual Etiópia, de onde se difundiu primeiro à antiga civilização egípcia e aos povos mesopotâmios vizinhos, onde encontramos baixo relevos de boxeadores que datam do ano 5500 a.C. Do Egito, passou à civilizção minóica, em Creta, e de lá passou à mesopotâmia e chegou à India.


Boxeador de Quirinal. Escultura em bronze do período helenístico (século I a. C.). Note-se as faixas na mão esquerda do "boxeador de Terme". (Museu de Roma).

Por esta razão, conluímos que a tradução da NTLH foi muito pertinente, conforme é a opinião dos maiores comentaristas bíblicos. Adam Clarke (1760-1832), teólogo metodista e erudito bíblico britânico, explica que a expressão grega aera derein, traduzida por “golpes no ar”, deve ser interpretada como um treino de luta de boxe, em que o lutador praticava os golpes desferindo socos ao vento, prática relata por Virgílio (70 a.C-19 a.C.) em sua Eneida (verso 375). No comentário de Archibald Thomas Robertson (1863-1934), renomado erudito do Novo Testamento, lemos que “um boxeador agia assim quando treinava sem adversário, prática que era chamada pelos gregos de skiamachia (‘lutar com a sombra’)”. No comentário People’s New Testament, lemos que “Paulo usa, primeiramente, a figura de um corredor que possui um objetivo específico. A segunda figura é retirada do boxeador que erra o oponente o atinge o ar”. O grande comentarista Albert Barnes também confirma que se trata e uma luta de boxe, assim como o comentário Marvin R. Vincent (1834-1922).

Paulo, portanto, nos exorta a desferimos golpes certeiros, de modo que não percamos nossa energia com golpes ineficientes e, assim, evitemos o risco de receber um contra-ataque devastador.

Este é, portanto, mais um exemplo de que a Nova Tradução na Linguagem de Hoje é extremamente elucidativa e, pelo menos por mim, altamente recomendada.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desvendando o Êxodo - Parte 1




O livro do Êxodo revela mistérios interessantíssimos sobre Deus e sobre seu projeto com o povo por Ele escolhido. Para iniciar, o nome original do livro é shemoth, que em hebraico significa “os nomes”, palavra que aparece na primeira frase do livro: “São estes os nomes...” (ve'êlleh shemoth). O interessante é que, em hebraico, a palavra nome também se relaciona com “reputação” e, por isso, com o “caráter”. Ou seja, este é o “Livros dos Nomes” (shemoth) e também o “Livro dos Caráteres”. Neste livro, portanto, Deus anuncia seu caráter a seu povo e exige deles que a ele se moldem, adequando-se a seu padrão de moralidade, de comportamento.

O interessante, portanto, é que além deste livro anunciar os nomes dos filhos de Israel que entraram com Jacó no Egito (Êxodo 1.1), ele também revela um nome, anteriormente anunciado a Adão e Abraão, que havia sido perdido, mas que agora é novamente revelado: o nome de Deus. Moisés disse a Deus: “Quando eu falar com os filhos de Israel sobre o Senhor, eles perguntarão: ‘Qual é o nome dele?’” (mah-shemo? - Êxodo 3.13). A resposta de Deus vai revelar uma mudança na história de Israel.

A resposta de Deus é: 'ehyeh 'asher 'ehyeh (Êxodo 3.14). Essa frase admite várias traduções. “Eu serei aquilo que eu serei”, conforme a tradução do termo 'ehyeh em Êxodo 3.12; “Eu fui aquilo que eu fui”, conforme 2 Samuel 15.34; ou “Eu sou aquilo que eu sou”, seguindo Rute 2.13. Podemos, também, traduzir: “Eu sou Aquele-que-Existe!”. Ou seja, Deus é aquele que permeia todo o tempo, é o eterno, aquele que persiste ao tempo, que sempre existiu e nunca deixará de existir.

Logo em seguida, Deus, porém, revela seu nome em sua forma mais famosa, quando diz: “Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR (Yehovah), o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome (shemiy) eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração” (Êxodo 3.15).

Como vimos, o nome expressa o caráter. Quando Deus muda o caráter de alguém, Ele muda o nome da pessoa, como fez com Abrão (Abraão) e Jacó (Israel). O que, portanto, expressa o nome Yehovah? Este nome está relacionado com a raiz havah, que significa “respirar”, “existir”, “ter vida”. Ou seja, o Deus que está se apresentando a Moisés é aquele que Existe, aquele que pode dar o sopro de vida, e o único capaz de nos conceder a vida eterna. O curioso é que o termo havah se relaciona com hayah, que pode significar “ruína” ou “calamidade”, como em Jó 30.13. Assim vemos que o nosso Deus é o único capaz de dar a vida e o único capaz de destruí-la. Por isso, no Egito, Yehovah mostraria que Ele é o verdadeiro dono da vida e da morte, da criação e da destruição, da bênção e da maldição. Servi-lo e temê-lo é a postura mais sábia que um homem pode tomar.

sábado, 24 de setembro de 2011

Números 1.1 - Deserto: o santuário da ordem



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Como temos visto em nossos estudos, o texto bíblico, quando lido em sua língua original, apresenta novas possibilidades de significado. Textos famosos, que conhecemos muito bem, surgem com uma nova possibilidade de compreensão. Isso ocorre com Números 1.1, onde lemos:

“No segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito, no primeiro dia do segundo mês, falou o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda da congregação” (Almeida Revista e Atualizada).

O texto original em hebraico está escrito na seguinte ordem:

“Falou o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês do segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito”.

O início do texto hebraico, lido no original, revela mistérios interessantes. Analisaremos, portanto, o seguinte trecho: “Falou o SENHOR a Moisés, no deserto do Sinai”.

O termo “falou”, em hebraico, é derivado da palavra “dabar”, que pode significar “colocar em ordem”, pois vem de “der”, que significa “ordem”. O termo “der” é, por sua vez, relacionado a “dyr”, que significa “morar” ou “acampar”. Além disso, a palavra “dabar” está relacionada a “dabyr”, que significa “santuário” ou “lugar de ordem”. O curioso é que a palavra “dabar” (“falar”) dá origem ao termo “midbar” (“deserto” ou “lugar de colocar em ordem”).

Assim como as palavras são letras e sons colocados em ordem, as frases são formadas por palavras colocadas em ordem. Da mesma forma, a palavra e a fala são usadas para dar ordem às coisas e para estabelecer ordens, mandamentos. E o deserto, em hebraico, é o lugar do silêncio e da ordem, e foi por isso que Deus tirou seu povo do caos do Egito para santificá-los, ou seja, colocá-los em ordem no deserto.

A palavra “Senhor”, é, em hebraico, yehovah, que significa “aquele que existe”, “aquele que respira” ou “aquele que é”, pois vem de “havah”, que significa “respirar” ou “existir”. O termo yehovah está relacionado ao nome Eva (“chavvah”), que em hebraico significa “aquela que doa a vida”. Dessa maneira, o nome de Deus significa “aquele que existe” ou “aquele que vive”, por isso, todos os seres que vivem e que existem, vivem e existem porque de Deus receberam a vida.

Já o nome “Moisés”, que em hebraico é “mosheh”, significa “tirado” ou “resgatado”, pois ele foi tirado do rio Nilo. Dessa maneira, o termo “mosheh” também traz a ideia de “separado”, “eleito”. Moisés, tirado do rio Nilo, que é o símbolo da força do Egito, representa o povo de Deus, tirado do mundo perdido e trazido para perto da presença divina. Além disso, o nome Moisés também pode significar “aquele que leva para fora”, pois assim como ele foi salvo da morte no rio Nilo, ele conduziu o povo de Deus passando por dentro do mar Vermelho. Somente um que foi separado pode ajudar os demais a salvar-se.

A palavra “deserto”, como vimos, é em hebraico “midbar”, que pode significar “campo aberto”, “discurso”, “santuário”, “lugar onde se colocam as coisas em ordem”, relacionado ao termo “dabar” que significa “falar”, e com o termo “davar”, que significa “palavra”. Isso é muito curioso, pois foi no deserto que Deus falou abertamente com seu povo e lhes deu suas leis, que serviram para colocar ordem a vida daqueles que foram separados para viver em santidade. Muitas vezes, Deus precisa nos fazer passar por um deserto para que possamos escutar sua voz.

O nome “Sinai” está relacionado ao termo “sena’ah”, que pode significar “espinhoso”, “pontiagudo”, “sarça” ou “arbusto”. Também está relacionado ao termo “‘ason”, que significa “machucar” ou “causar dano”. No deserto (“midbar”), os espinhos (“seneh”) das tribulações que afligiram o povo de Deus serviram para ensinar-lhes a depender do Senhor, a viver segundo a ordem divina, e descobrir como organizar suas vidas conforme os preceitos recebidos no Sinai (“siynay”), naquele mesmo local em que Deus havia falado com Moisés através da sarça (“seneh”). Esse espinho funcionava para purificação, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo, quando Deus colocou um espinho em sua carne para que ele não ficasse soberbo com as revelações que havia recebido (2 Coríntios 12.7).

Dessa maneira, podemos traduzir Números 1.1 da seguinte maneira:

“Aquele que existe colocou em ordem as coisas, com o homem que foi separado, no santuário onde são ordenadas as coisas por meio de espinhos”.

Quando o homem reconhece que a palavra de Deus contém ordens e palavras de vida, Deus o separa do mundo e leva ao deserto para falar com ele face a face. Esse é o caminho para encontrar-se com Deus. Jesus é a palavra encarnada, o Verbo vivo e o caminho da salvação!

::Daniel Lopez

Jornalista, mestre em Linguística e professor de Filosofia da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo estudado hebraico na Sinagoga ARI, em Botafogo – RJ. daniel4310lago@yahoo.com.br/ imersaoeintimidade@yahoo.com.br

Colaborador do portal Lagoinha.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desvendando os Frutos - Fidelidade



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Continuando nossa sequência de estudos sobre o Fruto do Espírito, analisaremos hoje a “fidelidade”. No versículo de Gálatas 5.22, a palavra grega utilizada pelo apóstolo Paulo é “pistis”, que também pode significar “persuasão”. Assim vemos que a fé e a fidelidade surgem quando deixamos que a Palavra de Deus nos persuada, de modo que ouvimos a mensagem de Cristo e a praticamos. A fidelidade está relacionada ao ato de cumprir com aquilo que foi ordenado, a atender a uma ordenação divina. Cristo, porém, exortou o povo dizendo o seguinte: “Por que me chamais Senhor, Senhor e não fazeis o que vos mando?” (Lucas 6.46). É fundamental na manifestação do fruto da fidelidade a obediência às palavras e ordenanças de Cristo, sendo persuadido e persuadindo as demais pessoas e seguir o caminho que Jesus trilhou.

A palavra grega “pistis” vem de “peitho”, que pode significar “conciliar” ou “pacificar”. Quando somos fiéis a Deus, ele acalma a tempestade e, ainda que tudo esteja aparentemente mal, Cristo coloca uma paz em nosso coração. Assim se sentiu Paulo quando, expressando sua total fidelidade ao chamado de Deus em sua vida, disse: “Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (Atos 21.13). Isso é fidelidade. Observe como é diferente da ideia de fidelidade que tem sido pregada nos dias atuais, uma fidelidade que se formos fiéis receberemos casas, carros e bens materiais. A fidelidade de Paulo nunca poderia estar associada ao recebimento de bens materiais, pois ele não estaria mais aqui para deles usufruir.

A palavra hebraica para fidelidade é “emunah”, termo que está diretamente relacionado à ideia de firmeza e constância. Um dos termos relacionados é “‘aman”, que significa “pilar” ou “sustentação”, porque nossa fidelidade com Deus é o que nos sustenta e o que nos torna sustentados por ele. Da mesma forma, aquele que é fiel a Deus também é um pilar de sustentação na vida das pessoas que com ele se relacionam.

Outro termo derivado é “‘amon”, que significa “arquiteto”, porque aquele possui o fruto da fidelidade se torna um arquiteto e construtor do Reino de Deus na terra, como lemos em 1 Pedro 2.3: “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. Aqueles que são fieis a Cristo estão construindo a Nova Jerusalém na Terra.

Uma palavra também relacionada é “yamiyn”, que significa “a destra” ou “o lado direito”. Isso porque aquele que pratica a fidelidade optou por dobrar à direta, para o lado em que Cristo está assentado, como lemos nos seguintes versículos: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (Atos 2.33); “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé a destra de Deus” (Atos 7.56). Dobrar à direita exige fazer uma curva na rota de nossas vidas, e seguir trilhando esta estrada até chegarmos ao destino, que é a comunhão plena com Deus.

Uma palavra muito conhecida que também se relaciona com ‘emunah é o termo hebraico “’amen”. A pessoa que é fiel a Deus diz “amém” para tudo aquilo que o Senhor ordena. Quem é fiel não fica apresentando a Deus seus sonhos e pedindo a ele que os realize, mas pergunta para Deus quais são os sonhos do Senhor para sua vida. E quando Jesus revela a missão para a vida de seus servos, aqueles que são fieis dizem “amém”, assim como os heróis da fé que entregaram suas vidas em fidelidade a Deus (Hebreus 11).

Temos também a palavra “’omnah”, que significa “tutela”. Assim vemos que aquele que é fiel está sob a tutela o Senhor, de modo que é um discípulo fiel, pois aprende com o mestre e realiza as obras que aprendeu de seu Senhor (Mateus 11.29). Hoje aprendemos com a televisão, nos inspiramos nas grandes estrelas e celebridades. Dessa maneira, nunca poderemos ser verdadeiros discípulos, pois ser fiel é ser um imitador, não das celebridades, mas de Cristo (Efésios 5.1). Aquele que é fiel mostra, com sua própria vida, que é um aluno de Cristo.

A palavra relacionada “’amanah” significa “aliança”. Quem é fiel a Deus expressa em sua vida que está firmemente aliançado com Cristo, que faz jus ao pacto feito por Jesus com a humanidade, quando foi moído pelas nossas transgressões e por meio de cujas pisaduras fomos sarados (Isaías 53).

Fidelidade é estar firme em Deus, em obediência irrestrita. A fidelidade é a única maneira que um cristão pode vencer a morte e estar eternamente com Deus, pois se o discípulo não trilhar o caminho, que é Jesus, como chegará ao destino almejado? Busque o Fruto do Espírito e seja abençoado pelo manancial eterno que é a Palavra de Deus!


::Daniel Lopez

Jornalista e doutorando em Linguística na Universidade Federal Fluminense (UFF). É também professor universitário, tradutor e diretor do programa e ministério Desvendando o Original.

www.desvendandooriginal.blogspot.com / @Daniel_L_Lopez / @desvendandoorig / daniel4310lago@yahoo.com.br

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domingo, 21 de agosto de 2011

Desvendando os Frutos - Bondade



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Continuando nossa série de estudos sobre o Fruto do Espírito, passamos à análise do quinto fruto, a bondade. Em grego, a palavra para bondade é “agathosune”, que também pode ser traduzida como “virtude” ou “beneficência”. A origem desse termo grego é a palavra “agathos”, que significa “bom”. A expressão “agathos” aparece, por exemplo, em Mateus 7.17: “Assim, toda árvore boa (agathon) produz bons (kalous) frutos, porém a árvore má (saprós) produz frutos maus (ponerous)”. Neste versículo, observamos que, no texto grego, há duas palavras diferentes para “bom” e duas palavras diferentes para “mau”. A árvore que é boa (agathon), ou seja, possui uma essência boa, produz frutos bons (kalous), isso porque podem ser utilizados como alimento adequado. Uma árvore só pode ter uma essência boa (agathon) se passar por uma restauração por meio do novo nascimento. Somente após nascer novamente, o cristão poderá produzir frutos que serão utilizados para alimentar a fé daqueles que os recebem.

Por outro lado, uma árvore má (saprós), ou seja, que teve sua boa essência degenerada, será capaz de produzir unicamente frutos maus (ponerous), que serão utilizados não para alimentar, mas para prejudicar por meio de seus efeitos maléficos e sua influência perniciosa. É por esta razão que somente a pessoa que recebe e cultiva os frutos do Espírito pode ser usada na grande seara de Deus, e por esta razão receber a recompensa por seu trabalho.

Em hebraico, utiliza-se para “bondade”, entre outros, o termo “chesed”, como em Gênesis 21.23. O curioso é que esta palavra está relacionada a “chasad”, que significa “dobrar”, como alguém que dobra a cabeça em sinal de respeito a um semelhante. Assim vemos que este fruto se relaciona com a inclinação a ajudar o próximo, respeitando-o como alguém digno de ser bem tratado e auxiliado. Todavia, ao mesmo tempo, a palavra “chasad” também pode significar “reprovação”, como alguém que abaixa a cabeça em sinal de desagrado. Dessa forma, quando dizemos a verdade e reprovamos uma atitude incorreta, estamos expressando bondade para com a pessoa, pois assim ela poderá ser edificada. Hoje, a tendência de ser “politicamente correto” impede que a verdade seja dita e que a pessoa que está errada receba a benção de poder arrepender-se.

A palavra hebraica para bondade (chesed) também se relaciona com “chasiydah”, que significa “cegonha”, pois esta é uma ave abundante em carinho no cuidado com seus filhotes e que alimenta seus pais quando estes já estão idosos. É por esta razão que se contam histórias, de origem alemã e holandesa, de que são as cegonhas que trazem as crianças para os pais. O famoso professor de hebraico Drusius (1550-1616) conta que, durante um incêndio ocorrido na cidade holandesa de Delft, as cegonhas foram vistas voando de um lado para outro na tentativa de salvar seus filhotes. Muitas das aves, não conseguindo salvar sua cria, lançavam-se ao fogo e pereciam junto a elas. Da mesma maneira, o cristão que possui o fruto da bondade (chesed) também deve, como uma cegonha (chasiydah), cuidar de seus filhos espirituais assim como daqueles que os introduziram na fé.

A cegonha é também famosa como uma caçadora e devoradora de serpentes, motivo pelo qual levou Moisés a declará-la como animal impuro para alimentação. Assim também o crente que cultiva o fruto da bondade (chesed) também deve ser, como a cegonha (chasiydah), um devorador de serpentes, pois recebemos de Cristo poder para derrotá-las (Lucas 10.19).

O famoso naturalista romano Plínio conta que, em Tessália, as cegonhas gozavam de grande respeito, pois haviam libertado essa região grega das serpentes que lá habitavam. O interessante é que a cidade de Tessalônica (que significa “vitória dos tessálios”) fica na região da Tessália. Paulo pregou aos tessalonicenses a volta de Cristo com grande veemência. Convém, pois, que hoje, aqueles que possuem o dom da bondade (chesed), façam como as cegonhas (chasiydah) que libertaram os tessalonicenses da opressão das serpentes, anunciando a volta iminente de Cristo e o refúgio (chasah) que há em Jesus, onde podemos ser livres da grande tribulação que está para vir sobre o mundo, sendo, dessa maneira, poupados (chus) da ira divina.

Busque os dons e frutos do Espírito, mas saiba que com eles vem também uma grande responsabilidade, pois “a quem muito é dado, muito será cobrado” (Lucas 12.48).

::Daniel Lopez

Jornalista e doutorando em Linguística na Universidade Federal Fluminense (UFF). É também professor universitário, tradutor e diretor do programa e ministério Desvendando o Original.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Castelo Gandolfo: O observatório espacial do Vaticano



Estive semana passada mais uma vez ao Castelo Gandolfo (a 18 km de Roma), onde há a casa de verão do Papa e o observatório espacial do Vaticano. Muitas pessoas se perguntam o motivo pelo qual o Vaticano está interessado em observar o espaço e por que todos os sacerdotes que trabalham neste local são jesuítas. Bem, há uma resposta oficial e uma velada. A resposta oficial pode ser obtida através do vídeo abaixo, que apesar de estar em inglês é legendado em espanhol:



A resposta extra-oficial é dada por alguns insiders, como é o caso de Leo Zagami. Não vou dizer com minhas palavras o que penso, mas deixo o caminho para que vocês descubram por si mesmos o motivo desse interesse do Vaticano pelo espaço:





quinta-feira, 28 de julho de 2011

No segundo dia em Cretone, fomos fazer um passeio no Castelo Gandolfo, que tem um lago lindíssimo com pedalinhos.





Nick e Yuri aproveitaram para dar um mergulho e Sofia, para relaxar em uma das espreguiçadeiras.






Depois, já de volta a Roma, passamos em um parque infantil - o Family Park -, onde as crianças se divertiram bastante.



Depois de nossa diversão no parquinho, ainda em nosso terceiro dia em Roma, fizemos um passeio pelo interior da cidade. Vimos paisagens muito belas que geralmente não aparecem nos cartões de viagem.




Depois fomos conhecer um local muito antigo chamado Abadia di Farfa, uma pequena vila que foi construída no século XI por intermédio do imperador Carlos Magno.






Após esse dia de muito passeio, fomos tomar um sorvete.





Após tanta diversão, Sofia ficou toda feliz.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Segue mais um pouco de nosso roteiro. Em nosso segundo dia em Roma, fomos para Cretone, para a casa do Luís Alberto, primo da Bárbara, que mora nessa cidade que fica a 30km de Roma. É uma cidade muito interessante no topo de uma montanha. Para chegarmos lá, pegamos dois trens. Um que corta a cidade de Roma, o número 8, que nos levou até à estação de trem de Trastevere (bairro de Roma em que a Vera, tia da Bárbara, mora). Abaixo, Sofia na estação de Trastevere, lembrando toda hora do Thomas, e dentro do trem que nos levou a Cretone.




Em nosso primeiro dia em Cretone, Sofia encontrou os primos Yuri e Nick e fomos soltar pipa na praça de Cretone. Curtimos muito. Abaixo, há uma foto nossa em frente ao castelo de Cretone. Na primeira noite, depois de uma janta maravilhosa feita pela Lourdes e o Luís Alberto, fomos dormir vendo Alvin e os Esquilos.







No dia seguinte, fomos a um parque perto de Cretone, no Life Sport Hotel. Sofia curtiu muito. Brincamos muito.








Amanhã, se Deus permitir, envio mais fotos. Um abraço e fiquem com Deus!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Caros familiares e amigos,

Estamos em Roma. Fizemos uma viagem muito tranqüila no avião para Paris. Sofia dormiu praticamente a noite toda, mas só depois de assistir um pouco do filme Alvin e os Esquilos no Netbook junto com seu filho Davi.







Bárbara e eu, porém, dormimos muito pouco. No dia seguinte, chegamos a Paris sob chuva e um frio de 13 graus. Fiquei feliz de não estarmos indo para Paris agora, pois com esse tempo não ia dar para fazer muita coisa não. Pelo que vi para a previsão do tempo no Weather Channel, semana que vem o tempo estará melhor em Paris, graças a Deus. Abaixo, vocês podem ver fotos de Sofia e Bárbara em Paris no Aeroporto Charles de Gaulle, antes de partirmos para Roma.




Depois de um vôo de 2 horas, chegamos e Roma com um tempo maravilhoso, 27 graus e sol. O Luís Alberto (primo da Bárbara) nos pegou no aeroporto junto com o Nick, primo da Bárbara. Sofia brincou muito com o Nick.

Hoje, demos um passeio aqui em volta da casa da Verinha. Fomos fazer umas compras no mercado Todys.





Depois, enquanto Bárbara e Verinha faziam compras em uma feirinha.






Eu e Sofia brincávamos na praça aqui em frente (San Cosimato), onde há alguns brinquedinhos.





















Aconteceu também uma cena muito engraçada mas que não pude tirar foto. Havia no parquinho um grupo de crianças coreanas. Quando elas viram a Sofia, ficaram encantadas, olhando para ela e pensando que ela era também da terra deles.

Estou no email. Quem quiser é só mandar mensagens.

É isso, depois envio mais notícias. Um abraço e fiquem com Deus!