sexta-feira, 7 de setembro de 2012


Juízes – Aula 06

1-    O povo de Israel propôs a Gideão de que este reinasse sobre eles (Jz 8.22).

2-    Gideão, porém, recusa a oferta, afirmando que Deus é que seria o governador deles (Jz 8.23).

3-    Todavia, Gideão pega o ouro que havia sido conquistado dos midianitas e faz um éfode, que se torna um ídolo, o que veio a ser uma armadilha (moqesh, “laço”, raiz qesh – Sq “reunir e esmagar”) para Gideão e para a sua casa (Jz 8.27).

4-    O termo éfode (‘ephod), a estola sacerdotal levítica, que se relaciona vem da raiz pad (Dp), cuja ideia é “porta aberta”, e se relaciona do padah, que significa “resgatar”.

5-    Esse éfode, que deveria servir para libertar as pessoas do mal, abrindo as portas da libertação e da benção, foram usadas para abrir uma porta para o mal, o que trouxe grande maldição sobre Gideão, sobre sua família e sobre o povo que de prostituiu espiritual com ele.

6-    Depois da morte de Gideão, o povo faz um pacto para abandonarem o verdadeiro Deus e servir Baal-Berite, ou seja, o “senhor da aliança”. Foi do dinheiro reunido do templo desse deus que foi tirado o dinheiro que Abimeleque utilizou para contratar os capangas e marginais que o acompanhavam, e que o ajudaram a matar todos os seus irmãos.

7-    Foi também na torre de Baal-Berite que o povo tentou, em vão, refugiar-se de Abimeleque. 

8-    Abimeleque, patrocinado por Baal, mata todos os filhos de Gideão, aquele que havia atacado Baal e, por isso, recebeu o nome de Jerubaal.

9-    Vejam que quando atacamos o inimigo, devemos ficar muito atentos para não pecarmos. Pois, se dermos lugar ao diabo, ele vorá contra nós com força total.

10-                      Vocês acham que se Gideão não tivesse feito aquele éfode e o transformado em um ídolo, essa desgraça teria acontecido em sua família?

11-                      Mas Deus sempre deixa um remanescente. Neste caso, Jotão.

12-                      Em hebraico, Jotão (yotham) significa “Jeovah é perfeito”

13-                      Tam (Mt) traz a ideia de “o sinal da água”, pois aquele que é banhado pela Palavra é purificado e aperfeiçoado (João 15.3).

14-                      Jotão foi poupado porque, buscando ser um homem perfeito assim como Deus é perfeito, recebeu a água da palavra e estava protegido na sombra do onipotente, no esconderijo do altíssimo (Salmo 91.1).

15-                      Juízes 9.5. Setenta filhos de Jerubaal (Hb. binei yerubaal shiv’im), ou seja, “Os satisfeitos construtores daquele que se levantou contra Baal”. Abimeleque matou aqueles que dariam continuidade à grande obra de Gideão.

16-                      Juízes 9.5. Sobre uma pedra (Hb. ‘al ‘eben ‘achat). Ou seja, “jugo pesado depositado”, conforme Nm 19.2; Dt 25.15; Ed 5.15, respectivamente. Aquele assassinado covarde trouxe um grande jugo para Abimeleque e para as pessoas que financiaram o massacre com o dinheiro do templo de Baal-Berite.

17-                      Juízes 9.6. Cidadãos (Hb. ba’aley, plural de ba’al). Ou seja, “juntaram todos os baals”, pois ainda que fossem seres humanos, estavam sendo comandados por demônios que os fizeram cometer aqueles crimes e consagrarem o sanguinário Abimeleque como rei.

18-                      Juízes 9.6. Rei (Hb. Le melekh, “para rei” ou “para Moloque”, como em Lv 18.21). Ou seja, os demônios baals levaram Abimeleque ao local onde se coloca o jugo (Siquém, shekem, “local onde se coloca o jugo”, “pescoço”, “lugar onde o guia monta no cavalo de santo”, relacionado a shakam, “inclinar o ombro para colocar um peso”) e o consagraram a Moloque, o devorador de crianças.   

19-                      Juízes 9.8. Oliveira (Hb. Zaiyth, “ilumina”, “torna proeminente”, da raiz zath, Tz, “colher o sinal”, pois o azeite feito da azeitona era usado para ungir reis e sacerdotes). Ou seja, para servir a Abimeleque, os homens de Deus teriam que deixar de produzir o óleo da unção e de queimá-lo com o fogo do Espírito. É uma oferta típica de satanás e do anticristo.

20-                      Juízes 9.10. Figueira (Hb. Te’enah, “a força da semente”, “aquilo que anseio”, ‘an, Na, “trabalhar e encontrar”, pois o deveria ser buscado com atenção, trabalho e cautela, pois é um fruto verde, que se esconde em meio às folhas). Ou seja, para servir a Abimeleque, os homens de Deus teriam que abandonar aquilo pelo qual tanto buscaram, e trazia prazer, doçura e suavidade para suas vidas.

21-                      Juízes 9.10. Videira (Hb. Gephen, “aquilo que faz dobrar”, pois os galhos se dobram e se enrolam em volta dos postes). Ou seja, para servir a Abimeleque, os homens de Deus teriam que abandonar aquilo em que se envolvem, a presença de Deus, e aquilo diante do qual se dobram.

22-                      Juízes 9.14. Espinheiro (Hb. ‘Atad, “aquilo que acalma o forte”, ‘ath, Ua, “touro contido”, “feiticeiro”, capaz de aplacar a garra até mesmo do mais impetuoso dos guerreiros de Deus.


Juízes – Aulas 04 e 05




1- Juízes 6.1 - “Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; e o Senhor os deu nas mãos do midianitas por sete anos”.

2- O que era mau (Hb. hara’). Hara’ também pode significar “os associados”. Algumas passagens traduzem hara’ por “irmão”. Todavia, em hebraico, a palavra irmão é ‘ach.

3-  O termo hara’ significa “o associado”, como em Provérbios 17.17 e 19.6. Ou seja, podemos ler Juízes 6.1 da seguinte maneira: “Fizeram os filhos de Israel associações perante o Senhor”.

4- Ou seja, associaram-se a deuses pagãos e entidandes malignas através de seu pecado. Sua alma ficou conectada e presa ao inimigo. Assim, Deus os entregou nas mãos dos midianitas. 

5- Além disso, a expressão “o que era mau” (hara’) se relaciona ao termo re’uth, que significa “desejo”, “prazer”, “vontade”, “correr atrás” (Eclesiastes 1.14).

6- Ou seja, o povo desejou as coisas do mundo e deu vazão à vontade de correr atrás de suas próprias paixões, de modo que perderam a proteção divina e foram entregues aos inimigos.

7- Perante (Hb. be’eyney, “aos olhos”, procede de ‘aiyn, “olho”). Ou seja, “fizeram os filhos de Israel associações aos olhos do Senhor”.

8- O termo hebraico para “olho” (‘aiyn) se relaciona com as palavras “nuvem” (‘anan) e “fonte” (ma’yan).

9- Ou seja, quem faz o que é correto aos olhos do Senhor, tem a proteção da sombra do onipontente (Salmo 91.1), pois está debaixo da nuvem (‘anan) de Deus (Êxodo 13.21), e tem acesso à fonte (ma’yan), pois bebe da Palavra de Deus (João 4.13-14) e obtém refrigério no Senhor (Provérbios 3.8).

10-                 Por outro lado, o termo hebraico para “olho” (‘aiyn) também se relaciona com as palavras “aflição” (‘enuth) e “feiticeiro” ou “encantador” (‘anan).

11-                 Ou seja, os filhos de Deus fizeram, diante do olho (‘aiyn) de Deus, associações com os demônios através de seus pecados. Por isso, o Senhor os entregou à aflição e aos feiticeiros e encantadores (‘anan), representados pelos midianitas.

12-                 O interessante é que Midiã (midhyan) pode ser traduzido como “juízo”, como em Juízes 5.10. Ou seja, pela desobediência do povo, Deus os entregou aos midianitas, ou seja, àqueles que exercem o juízo.

13-                 A palavra hebraica midhyan também se relaciona à ideia de “gigante”, como em 2 Samuel 21.20:

14-                 “Houve ainda grande peleja; esta foi em Gate (Tc - gath, “pés marcados”, ou “lagar” – as uvas eram pisadas e os pés daqueles que pisavam ficavam vermelhos, o que era um sinal de sua ocupação) onde estava um homem de grande estatura (‘iysh madhiyn), que tinha em cada mão e em cada pé seis dedos, vinte e quatro ao todo; também este descendia dos gigantes (raphah)”.

15-                 O interessante é que em Juízes 6.11, lemos que Gideão foi malhar o trigo no lagar (ba gath), ou seja, “em Gate”.

16-                 Gate é o onde estão grandes malfeitores e, ao mesmo tempo, grandes homens de Deus, pois é o local dos “pés machados de sangue” (Tc - gath).

17-                 No caso dos ímpios, são pés manchados com o sangue dos inocentes, como Joabe em 1 Reis 2.5 e passagem de Romanos 3.15.

18-                 No caso dos homens de Deus, manchados com o sangue do cordeiro no dedão do pé direito (Levítico 8.24) e da derrota dos ímpios, como no Salmo 58.10 e 68.23.

19-                 Juízes 6.2. Os judeus, antes invencíveis com Deus, agora, se escondem, como ratos, em buracos e cavernas. Como é triste a vida de um povo que abandona os caminhos de Deus.

20-                   Juízes 6.3. Todo o fruto de seu trabalho era roubado pelos inimigos.

21-                 Juízes 6.4. Os invasores destruíam toda a terra, desde o rio Jordão até o litoral, em Gaza.  

22-                 Juízes 6.8. Antes de enviar o Anjo para libertar o povo, Deus manda um profeta, para reprová-los por seu pecado e levá-los ao arrependimento, como na sequência de 2 Crônicas 7.14.

23-                 Juízes 6.11. Depois do arrependimento, Deus envia o Anjo do Senhor (mal’akh yehovah), ou seja, o “Mensageiro de Yehovah”.

24-                 Este não era um anjo criado, mas o próprio Filho de Deus, a Palavra Eterna, o Senhor dos Anjos. Para chegar a tal conclusão, basta vermos que o Anjo foi chamado de Yehovah, o nome incomunicável de Deus (Juízes 6.14 e 6.16).

25-                 Veja que o Anjo se encontra com Gideão quando este estava sozinho (badal, ou seja, na porta da tenda, como Abraão em Gênesis 18.1 e Jacó no vau de Jaboque, em Gênesis 32.24).

26-                 A solidão nos afasta da correia do mundo e facilita nossa comunhão com Deus.

27-                 O Anjo se sentou debaixo de um carvalho (tachath ha‘elah).

28-                 Em hebraico, a expressão “debaixo” (tachath) pode significar “ficar apavorado” (Deuteronômio 1.21 e 31.8).

29-                 O povo estava apavorado, pois não tinham mais o que comer, já que tinham sua terra constantemente roubada e destruída.

30-                 O Anjo, porém, se assenta debaixo do temor do juramento e do terror da maldição. Assim, mostra que o povo teria, novamente, a opção de escolher entre a benção e a maldição, como em Deuteronômio 11.26.

31-                 A palavra hebraica para carvalho (‘elah) pode significar “maldição” (Números 5.21, Deuteronômio 29.19 e 29.20, Daniel 9.11 e Zacarias 5.3) ou “juramento” (Deuteronômio 29.14).

32-                   Gideão (gid’on) significa “guerreiro” ou “lenhador”, relacionado a gada’, “fazer cair”, “derrubar árvore”.

33-                 Gideão (gid’on) foi chamado com a unção para fazer o que está em Deuteronômio 7.5: “Porém assim lhe fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis (teghadde’un) os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura”.

34-                 Juízes 6.20. A carne para o holocausto, o bolo para a oferta de manjares e o caldo para a libação. Gideão prova aquele homem. Se fosse humano, comeria a refeição. Se fosse angelical, a receberia como oferta.    

35-                 Juízes 6.25. Um touro que havia sido engordado durante sete anos para ser oferecido a Baal.  

36-                 Juízes 6.26. O fogo do holocausto deveria ser feito com a madeira do poste-ídolo, que era a imagem da consorte de Baal, a saber, Asera. Semelhante a Davi decapitando Golias com a própria espada do gigante, e Jesus vencendo a morte utilizando a própria morte.

37-                 Juízes 6.32. A destruição da imagem de Baal gerou uma revolta por parte dos midianitas.

38-                 Juízes 6.34. Vejam para que Deus reveste um homem com seu Espírito: para que aquela pessoa toque uma trombeta e convoque uma guerra contra o inferno.  

39-                 Juízes 7.1. Harode (charode) “terror”.

40-                 Juízes 7.3. Medroso (chared).

41-                 Juízes 7.13. O sonho e sua interpretação foram inspirados por Deus para aumentar a confiança do povo na força de Gideão.

42-                 Juízes 7.13. Pão de Cevada. Representa os judeus, que eram agricultores. Barraca. Representa os midianitas, que eram nômades, isto é, gente do deserto (Jz 6.33).  

43-                 Juízes 7.19. Cornetas e jarros.

44-                 Juízes 7.22. Zezerá (“opressão”); Bete-Sita (“casa da Acácia”); Abel-Meolá (“campina da dança”); Tabate (“celebrado”).  

45-                 Juízes 7.24. Bete-Bara (“casa do vau”).  

46-                 Juízes 7.25. Orebe (“corvo”) e Zeebe (“lobo”).

47-                 Juízes 8.1. A inveja após a vitória.

48-                 Juízes 8.10. Zeba (“sacrifício”) e Salmuna (“sem sombra”, “sem proteção”).

49-                 Juízes 8.19. Eu não os mataria. Gideão teve que agir como vingador da morte de seus irmãos (Nm 35.19; Js 20.1-3).

50-                 Juízes 8.27. Se prostituiu (Hb. Zanah, “foi ceifado”, já que se relaciona com zanab, “cortar”). Por isso, foram rejeitados (zanoach), pois cometeram adultério (zanun).

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Desvendando o Original - Graça e Poder

Neste que é o primeiro episódio da segunda temporada do programa Desvendando o Original, o Prof. Daniel Lopez e o Pr. Julius Moreira, ambos da Igreja Bola de Neve de Niterói, analisam a vida de Estevão, o primeiro mártir do cristianismo. Através de seu total comprometimento com a causa do Evangelho, Estevão foi capaz de receber uma intensa capacitação divina, que lhe concedeu graça e poder. Através da análise do texto original grego, o episódio investiga de que maneira a morte desse diácono da Igreja Primitiva foi o fio condutor que levou à conversão daquele que se tornaria o maior missionário da história do cristianismo, o apóstolo Paulo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Juízes – Aula 04




1-      Juízes 6.1 - “Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor; e o Senhor os deu nas mãos do midianitas por sete anos”

2-      O que era mau (Hb. hara’). Hara’ também pode significar “os associados”. Algumas passagens traduzem hara’ por “irmão”. Todavia, em hebraico, a palavra irmão é ‘ach.

3-       O termo hara’ significa “o associado”, como em Provérbios 17.17 e 19.6. Ou seja, podemos ler Juízes 6.1 da seguinte maneira: “Fizeram os filhos de Israel associações perante o Senhor”.

4-      Ou seja, associaram-se a deuses pagãos e entidandes malignas através de seu pecado. Sua alma ficou conectada e presa ao inimigo. Assim, Deus os entregou nas mãos dos midianitas. 

5-      Além disso, a expressão “o que era mau” (hara’) se relaciona ao termo re’uth, que significa “desejo”, “prazer”, “vontade”, “correr atrás” (Eclesiastes 1.14).

6-      Ou seja, o povo desejou as coisas do mundo e deu vazão à vontade de correr atrás de suas próprias paixões, de modo que perderam a proteção divina e foram entregues aos inimigos.

7-      Perante (Hb. be’eyney, “aos olhos”, procede de ‘aiyn, “olho”). Ou seja, “fizeram os filhos de Israel associações aos olhos do Senhor”.

8-      O termo hebraico para “olho” (‘aiyn) se relaciona com as palavras “nuvem” (‘anan) e “fonte” (ma’yan).

9-      Ou seja, quem faz o que é correto aos olhos do Senhor, tem a proteção da sombra do onipontente (Salmo 91.1), pois está debaixo da nuvem (‘anan) de Deus (Êxodo 13.21), e tem acesso à fonte (ma’yan), pois bebe da Palavra de Deus (João 4.13-14) e obtém refrigério no Senhor (Provérbios 3.8).

10-  Por outro lado, o termo hebraico para “olho” (‘aiyn) também se relaciona com as palavras “aflição” (‘enuth) e “feiticeiro” ou “encantador” (‘anan).

11-  Ou seja, os filhos de Deus fizeram, diante do olho (‘aiyn) de Deus, associações com os demônios através de seus pecados. Por isso, o Senhor os entregou à aflição e aos feiticeiros e encantadores (‘anan), representados pelos midianitas.

12-  O interessante é que Midiã (midhyan) pode ser traduzido como “juízo”, como em Juízes 5.10. Ou seja, pela desobediência do povo, Deus os entregou aos midianitas, ou seja, àqueles que exercem o juízo.

13-  A palavra hebraica midhyan também se relaciona à ideia de “gigante”, como em 2 Samuel 21.20:

14-  “Houve ainda grande peleja; esta foi em Gate (Tc - gath, “pés marcados”, ou “lagar” – as uvas eram pisadas e os pés daqueles que pisavam ficavam vermelhos, o que era um sinal de sua ocupação) onde estava um homem de grande estatura (‘iysh madhiyn), que tinha em cada mão e em cada pé seis dedos, vinte e quatro ao todo; também este descendia dos gigantes (raphah)”.

15-  O interessante é que em Juízes 6.11, lemos que Gideão foi malhar o trigo no lagar (ba gath), ou seja, “em Gate”.

16-  Gate é o onde estão grandes malfeitores e, ao mesmo tempo, grandes homens de Deus, pois é o local dos “pés machados de sangue” (Tc - gath).

17-  No caso dos ímpios, são pés manchados com o sangue dos inocentes, como Joabe em 1 Reis 2.5 e passagem de Romanos 3.15.

18-  No caso dos homens de Deus, manchados com o sangue do cordeiro no dedão do pé direito (Levítico 8.24) e da derrota dos ímpios, como no Salmo 58.10 e 68.23.

19-  Juízes 6.2. Os judeus, antes invencíveis com Deus, agora, se escondem, como ratos, em buracos e cavernas. Como é triste a vida de um povo que abandona os caminhos de Deus.

20-    Juízes 6.3. Todo o fruto de seu trabalho era roubado pelos inimigos.

21-  Juízes 6.4. Os invasores destruíam toda a terra, desde o rio Jordão até o litoral, em Gaza.  

22-  Juízes 6.8. Antes de enviar o Anjo para libertar o povo, Deus manda um profeta, para reprová-los por seu pecado e levá-los ao arrependimento, como na sequência de 2 Crônicas 7.14.

23-  Juízes 6.11. Depois do arrependimento, Deus envia o Anjo do Senhor (mal’akh yehovah), ou seja, o “Mensageiro de Yehovah”.

24-  Este não era um anjo criado, mas o próprio Filho de Deus, a Palavra Eterna, o Senhor dos Anjos. Para chegar a tal conclusão, basta vermos que o Anjo foi chamado de Yehovah, o nome incomunicável de Deus (Juízes 6.14 e 6.16).

25-  Veja que o Anjo se encontra com Gideão quando este estava sozinho (badal, ou seja, na porta da tenda, como Abraão em Gênesis 18.1 e Jacó no vau de Jaboque, em Gênesis 32.24).

26-  A solidão nos afasta da correia do mundo e facilita nossa comunhão com Deus.

27-  O Anjo se sentou debaixo de um carvalho (tachath ha‘elah).

28-  Em hebraico, a expressão “debaixo” (tachath) pode significar “ficar apavorado” (Deuteronômio 1.21 e 31.8).

29-  O povo estava apavorado, pois não tinham mais o que comer, já que tinham sua terra constantemente roubada e destruída.

30-  O Anjo, porém, se assenta debaixo do temor do juramento e do terror da maldição. Assim, mostra que o povo teria, novamente, a opção de escolher entre a benção e a maldição, como em Deuteronômio 11.26.

31-  A palavra hebraica para carvalho (‘elah) pode significar “maldição” (Números 5.21, Deuteronômio 29.19 e 29.20, Daniel 9.11 e Zacarias 5.3) ou “juramento” (Deuteronômio 29.14).

32-    Gideão (gid’on) significa “guerreiro” ou “lenhador”, relacionado a gada’, “fazer cair”, “derrubar árvore”.

33-  Gideão (gid’on) foi chamado com a unção para fazer o que está em Deuteronômio 7.5: “Porém assim lhe fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis (teghadde’un) os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura”.

34-  Juízes 6.20. A carne para o holocausto, o bolo para a oferta de manjares e o caldo para a libação. Gideão prova aquele homem. Se fosse humano, comeria a refeição. Se fosse angelical, a receberia como oferta.    

35-  Juízes 6.25. Um touro que havia sido engordado durante sete anos para ser oferecido a Baal.

36-  Juízes 6.26. O fogo do holocausto deveria ser feito com a madeira do poste-ídolo, que era a imagem da consorte de Baal, a saber, Asera. Semelhante a Davi decapitando Golias com a própria espada do gigante, e Jesus vencendo a morte utilizando a própria morte.

37-  Juízes 6.32. A destruição da imagem de Baal gerou uma revolta por parte dos midianitas.

38-  Juízes 6.34. Vejam para que Deus reveste um homem com seu Espírito: para que aquela pessoa toque uma trombeta e convoque uma guerra contra o inferno.  
39-  Juízes 7.1. Harode (charode) “terror”.

40-  Juízes 7.3. Medroso (chared).

41-  Juízes 7.13. O sonho e sua interpretação foram inspirados por Deus para aumentar a confiança do povo na força de Gideão.

42-  Juízes 7.19. Cornetas e jarros.

43-  Juízes 7.22. Zezerá (“opressão”); Bete-Sita (“casa da Acácia”); Abel-Meolá (“campina da dança”); Tabate (“celebrado”).  

44-  Juízes 7.24. Bete-Bara (“casa do vau”).  

45-  Juízes 7.25. Orebe (“corvo”) e Zeebe (“lobo”).

46-  Juízes 8.1. A inveja após a vitória.

47-  Juízes 8.10. Zeba (“sacrifício”) e Salmuna (“sem sombra”, “sem proteção”).