quinta-feira, 9 de maio de 2013

1 Samuel – Aula 11




I – Uma vitória com gosto amargo

1-    14.1 Não o fez saber a seu pai. Provavelmente, sabia que seu pai impediria tal incursão, já que a ousadia não era seu forte.
2-    O esquema de Jonatas X a ignorância de Saul: uma cena dramática.
3-    Jônatas estava em movimento. Saul estava sentado sob uma romeira.
4-     14.2 Romeira (Hb. rimmon). Relacionado e remiyah, “mentira” (Jó 13.7), “engano” (Jó 27.4), “dolo” (Salmos 32.2), “fraude” (Salmo 101.7), “preguiçoso” (Provérbio 12.27), “ocioso” (Provérbio 19.15), “relaxadamente” (Jeremias 48.10).
5-    14.2 Migrom (Hb. migron, “precipício”). Relacionado a magar, “terror” (Ezequiel 21.12 KJV) e “derrubar” (megar, Esdras 6.12).
6-    O rei que fica parado está perto de um precipício (migron), e em breve será derrubado (megar), pois o terror (magar) está à porta, como Davi quando caiu com Bateseba.
7-    Migron se relaciona com mammegurah, “depósito”, como em Joel 1.17: “Nos campos secos, as sementes não brotam; não há colheita de trigo, e os depósitos de cereais estão caindo aos pedaços”.
8-    14.3 Aías (Hb. 'achıyah, “irmão de Yah” ou  “o Ah de Yahovah”, segundo Ezequiel 6.11 e 21.15).

Assim diz o SENHOR Deus: Bate as palmas, bate com o pé e dize: Ah! (Hb. ach) Por todas as terríveis abominações da casa de Israel! Pois cairão à espada, e de fome, e de peste (Ezequiel 6.11).

9-    Por que Saul restaura a linhagem de Aías?
10-                     A Bíblia deixa claro o perigo que isso gerava, quando cita sua genealogia:
11-                     Aías (Hb. 'achıyah, “meu irmão é Yehovah”).
12-                     Aitube (Hb. 'achıyṭub, “meu irmão é bom”).
13-                     O curioso é que אח também pode ser lido como ‘oach, que significa “animal uivante”, “chacal”, “hiena” (segundo o Dicionário Brown-Driver-Briggs) ou “coruja” (Isaías 13.21 ARA) ou “horríveis animais” (Isaías 13.21 ARC).
14-                     Icabô (Hb. 'ı̂y-khavod, “sem glória”). 1 Samuel 4.19-22.
15-                     Fineias (Hb. pıynchas, “boca de serpente”). O sacerdote amante de carne e tarado (1 Samuel 2.12-17 e 22-25).
16-                     Eli (Hb. ‘eliy, “soberbo”, “orgulhoso”, “arrogante” – Dicionário Strong). Sua descendência foi excluída do sacerdócio devido a sua desobediência (1 Samuel 2.27-36 e 3.11-14).
17-                     Vejamos, então, a liderança da época:

a)    Rei: Saul, que permanece sentado, e cuja dinastia foi rejeitada (1 Samuel 13.13-14);

b)    Sacerdote: Aías, cuja linhagem sacerdotal foi rejeitada.

18-                     Logo após Samuel abandonar Saul, o rei ficou sem nenhuma liderança espiritual autorizada por Deus.
19-                     Assim, buscou um sacerdote de uma linhagem rejeitada.
20-                     Que ajuda podem este rei e sacerdote rejeitados oferecer?
21-                     14.4 Bozez (Hb. botséts). Relacionado a bots, “lama” (Jeremias 38.22), ou seja, “pedra escorregadia”.
22-                     14.4 Sené (Hb. sêneh, “espinhosa”).
23-                     Ou seja, o local era considerado impenetrável. Jonatas, porém, enxergou aqui uma vantagem.
24-                     Resumindo a cena, temos:
a)    Um plano, que é secreto;
b)    Os líderes, que são rejeitados;
c)     Um local, que é impossível de transpor.

25-                     Aqui está o segredo: a vitória era improvável demais. Mas é nesse momento que Deus atua.
26-                     14.6. A declaração de Jônatas é estonteante.
27-                     Ele não tinha motivos para ser otimista.
28-                     Na verdade, as palavras de Jônatas revelam não um otimismo, mas fé.
29-                     Algumas pessoas são otimistas por natureza.
30-                     A fé, porém, pode surgir até mesmo quando não há razão nenhuma para ser otimista.
31-                     A fé pode brotar em meio a tais situações caóticas pois não está focada nas circunstâncias, mas em Deus.
32-                     Podemos, então, concluir o seguinte das palavras de Jônatas:

a)    Uma convicção clara sobre Deus (“porque para o SENHOR nenhum impedimento há de livrar”);
b)    Produz grandes expectativas sobre a ação divina (“talvez o Senhor atue em nosso favor”)
c)     E nos faz reconhecer o modo “normal” que Deus trabalha (“com muitos ou com poucos”, ou seja, por meio de seus servos).

33-                     Jônatas não está confiando na esperteza de seu plano.
34-                     Pelo contrário, sua ousadia é fruto de sua confiança em Deus, calcada em um entendimento real e verdadeiro sobre a pessoa e obra do Senhor.
35-                     A beleza da fé de Jônatas é sua imaginação (“Vamos... pode ser Yehovah aja em nosso favor”);
36-                     E a beleza de sua imaginação é seu equilíbrio (“pode ser que”).
37-                     É como se Jônatas dissesse: “Deus pode tudo. Quem sabe ele nos ajudará nesta batalha. Só saberemos a resposta se o consultarmos”.
38-                     Deus não precisa de seiscentos homens medrosos, mas apenas de dois homens santos que confiem na capacidade, fidelidade e soberania do Senhor.
39-                     Muitos pensam hoje em dia que dizer “talvez” expressa falta de fé, pois julgam que a fé precisa ser sempre certa, dogmática e absolutamente positiva.
40-                     Todavia, não devemos confundir fé com arrogância.
41-                     O “talvez” de Jônatas faz parte de sua fé, pois ele tanto confessa a o poder de Yahweh como preserva a liberdade de Yahweh.
42-                     14.7 Eis-me aqui contigo, a tua disposição será a minha (Hb. hineniy ‘immkhá kilvavékha). “Olhe para mim! Estou contigo, como seu povo, como seu próprio coração!”.
43-                     14.10 Nos entregou (Hb. nethanâm). O mesmo verbo (nathan) que origina o nome de Jônatas (yehonathân, “Yehowah entregou”).
44-                     14.13 Jônatas ia atacando e derrubando os filisteus, e o rapaz os ia matando. Somos como escudeiros de Cristo: ele dá o primeiro golpe, e nós continuamos sua obra.
45-                     14.14 Meia jeira (Hb. kevachatsí maanah). A expressão ma’anah (“meia”) soa muito parecido com ma’aneh, que significa “resposta” (Provérbios 16.1, Jó 32.3). Ou seja, Deus já estava dando metade da resposta à oração de Jônatas.
46-                     14.15 Espanto... terror (Hb. charadah). A raiz de charadah (espanto) aparece três vezes neste versículo, ressaltando que Deus trouxe grande horror aos filisteus, que foi ainda aumentado com o tremor (Hb. ragaz) de terra.
47-                     14.16 Multidão (Hb. hamon).
48-                     14.19 Alvoroço (Hb. hamon).
49-                     14.20 Tumulto (Hb. mehumah).
50-                     14.23 Livrou (Hb. yasha’, “salvou”). Yehowah deu o livramento que Jônatas havia pedido.
51-                     14.23 Além de Bete-Áven (Hb. ‘averá 'eth beyth 'áven). Ou seja, além da “casa da vaidade”. Quando a vaidade de Saul foi superada, Yehowah concedeu a vitória.
52-                     14.24 Angustiados (Hb. nagás). Deus concedeu a vitória, mas o povo não a pôde celebrar. Foi uma vitória amarga, devido à vaidade, arrogância e ignorância de Saul.
53-                     O curioso é que em 1 Samuel 13.6, os filisteus “apertavam” (nagás) os hebreus. Agora, esmo após vencer os filisteus, o povo permanece angustiado (nagás), agora, por Saul.
54-                     14.47 Era vitorioso (Hb. yarshiya’). “Agia mal”, “agia maliciosamente” (Jó 34.12).


Um comentário:

  1. Como nossos olhos são descobertos durante a leitura de um estudo ou texto seu, Daniel!! Glória a Deus!! Deus o abençoe e guarde sua família!! a Paz!!

    ResponderExcluir